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Escolas da rede pública estadual estão em situação de atenção e alerta, aponta Ideb

Recorte dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostra que 50% das escolas não cresceram nos índices e não atingiram metas 17/10/2014 às 09:17
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Seminário destinado a capacitação e formação reuniu professores da educação infantil este ano em Manaus
Ana Celia Ossame Manaus-AM

Após a divulgação do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2013 no último mês de setembro, institutos dedicados a pesquisas educacionais se detiveram em alguns aspectos revelados pelos números da educação brasileira como o das escolas que estão em situação de atenção e alerta. De acordo levantamento divulgado ontem pelo portal QEdu, no Amazonas, 32,3% das escolas estão em situação de atenção e 17,8% em situação de alerta, ou seja, não cresceram nos índices e não atingiram as metas. Entre as que precisam melhorar estão 44,8% das escolas e manter, que significa estar de acordo com o esperado, apenas 5,1%.

O Ideb é obtido pelas notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica(Saeb) e pela taxa média de aprovação percentual. Formado por dois componentes, o aprendizado em português e matemática e o fluxo escolar, o índice é verificado a cada dois anos e cada escola, município e estado conhecem o seu Ideb para poder compará-lo com as metas individuais que devem atingir até 2021. O objetivo é que, em conjunto, o país alcance o Ideb 6.0 para os anos iniciais do ensino fundamental. Outro dado revelado pelo Ideb é que de cada 100 alunos, 12 não foram aprovados na rede estadual de ensino.

AMAZONAS

De acordo com Jane Bete Nunes, gerente de Avaliação da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), as estratégias que vêm sendo adotadas para mudar esse quadro é o acompanhamento das escolas com baixo desempenho no Ideb. A realização do Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam) é uma estratégia importante por trazer resultados mais detalhados do que o exame nacional, explica Jane. O Sadeam traz informações por escola, turma, alunos e é capaz de mostrar dificuldades particularizadas, afirma a gerente. Esse acompanhamento é vem desde 2008, mas esse resultado mais detalhado veio a partir de 2011.

Jane assegura que o crescimento do Ideb de escolas dos anos iniciais e finais da maioria das escolas são resultados atribuídos a esse acompanhamento. Mas há fatores contextuais que precisam ser apontados como as dificuldades geográficas do Amazonas, muito diferente de outros estados, o que dificulta a padronização das ações. Uma delas é a geografia do Estado, que impede se alcançar todos os municípios ao mesmo tempo. Para isso, no entanto, o Estado está investindo em dois eixos para mudar essa realidade a curto e médio prazos: o investimento na formação do professores oferecendo cursos de especialização e mestrado.

Formação do professor é alternativa

A rede pública estadual de educação é formada por 571 escolas, 470 mil estudantes e conta com aproximadamente 30 mil servidores, dentre professores, pedagogos, gestores e funcionários administrativos. Atualmente, segundo a Seduc, 110 professores já estão fazendo curso de mestrado e mais de sete mil fizeram ou estão fazendo especializações. Essa formação será fundamental para se dar um salto qualitativo nas escolas, afirma Jane Bete Nunes.

Outro ponto é a oferta de escolas bem equipadas, assim como as que oferecem ensino em tempo integral. Houve, segundo ela, escolas que se destacaram no Ideb tanto na capital, como a Escola Estadual de Tempo Integral Santa Terezinha, que alcançou a pontuação “247,89” em Língua Portuguesa na última Prova Brasil (avaliação que gera o Ideb) e “281,69” em Matemática (em ambas as avaliações foram avaliados seus estudantes do 5º ano do ensino fundamental), média considera excelente.

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