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Escolas particulares do AM alcançam 8% no quesito inadimplência

Segundo presidente do Sinepe-AM, Paulo Ribeiro, o porcentual de inadimplência varia de acordo com o mês do ano  10/05/2013 às 08:16
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Paulo Ribeiro, presidente do Sinep
olívia almeida ---

O índice de inadimplência nas escolas particulares do Amazonas está em 8%. Com a aproximação do segundo semestre, a tendência é que ela aumente, prevê o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Privado do Estado do Amazonas (Sinepe-AM). “Entretanto esse número pode ser bem superior já que fazemos a estimativa apenas com as escolas sindicalizadas e grande parte das que atuam no Estado não são”, destacou Paulo Ribeiro, presidente do Sinep.

Ele revela que o porcentual de inadimplência varia de acordo com o mês do ano e, atualmente, o índice está 2% a menos do que no mesmo período do ano passado. “Podemos dizer que houve um pequeno avanço na medida em que as escolas passaram a adotar algumas medidas para prevenir um aumento da inadimplência”, avalia Ribeiro.

Muitas escolas passaram a cobrar dos pais, no ato da matrícula de alunos novos, comprovante de quitação da escola anterior, na tentativa de garantir que a antiga escola receba o que é devido. Há instituições que se utilizam do apoio do SPC e do Serasa para as auxiliar no processo de cobrança. As escolas podem também recusar a renovação de matrículas de alunos devedores.

Terceirizada

De acordo com a diretora financeira do Grupo Literatus, Juliana Nakano, o método utilizado foi adota uma política de cobrança e negociação com estrutura de uma empresa terceirizada de cobrança.  “A empresa adota rigorosamente a política de cobrança, no qual, após o sétimo dia de atraso, ligamos ao inadimplente, enviamos carta e assim até chegar ao setor jurídico”, informa. Hoje a média de inadimplência na instituição chega a 10%, caindo para 4% no final do ano.

Para o presidente do Sinepe, caso as escolas pudessem estabelecer contratos semestrais, como as faculdades, a inadimplência cairia ao menos para cinco meses, ao invés de 11, como é hoje. “Realidade que dificilmente uma empresa de qualquer outro setor suportaria”, explica o presidente do Sinepe-AM, que acredita que levar as pendências para a justiça muitas vezes acaba não saindo vantajoso para a instituição de ensino, devido o processo necessitar de custos e ser demorado.

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