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Escolhido nesta quarta (17), novo presidente da CMM administrará R$ 269 milhões em dois anos

Esse é o valor do orçamento que será administrado entre 2015 e 2016 pelo vereador que ganhar a eleição para a presidência da CMM 15/12/2014 às 17:32
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Cargo é cobiçado principalmente por seis vereadores da Câmara Municipal de Manaus
luciano falbo Manaus (AM)

Nesta quarta-feira (17), os 41 vereadores de Manaus vão escolher o próximo presidente da Câmara Municipal (CMM) para o biênio 2015/2016. O escolhido será responsável pela aplicação de um orçamento R$ 269,7 milhões para os próximos dois anos e terá à disposição 167 cargos comissionados, com salários que variam de R$ 1,7 mil a R$ 21,1 mil, além de acumular a função de vice-prefeito da capital amazonense. Outras nove funções na mesa diretora também serão definidas na eleição, entre elas a de corregedor da Casa.

Apesar das intensas articulações entre os pretensos candidatos da base aliada do prefeito Artur Neto (PSDB), nenhuma chapa da situação foi oficializada. A oposição petista, que é composta por apenas três vereadores, lançou Bibiano Garcia (PT) candidato. Entre os que se mostraram como opção pela base estão: Mário Frota, Plínio Valério e Ednaílson Rozenha, todos do PSDB, Sildomar Abtibol (Pros) e Wilker Barreto (PHS).

Neste fim de semana, Artur Neto teve encontros individuais com pelo menos 27 parlamentares nos quais apresentou seu candidato, argumentou a escolha e pediu votos. A preocupação de Artur Neto se fundamenta em dois fatos. O primeiro é que o número de vereadores eleitos por partidos que estão na órbita do senador Eduardo Braga (PMDB) somam 14 votos. A assessoria do prefeito não revelou quem é o candidato dele.

O número pode chegar a 15 votos, uma vez que o vereador Joãozinho Miranda, do PTN, foi contra a decisão do partido, que esteve ao lado de Artur e José Melo (Pros), e apoiou Eduardo Braga na eleição estadual. Em 2010, Braga apoiou a candidatura vitoriosa de Isaac Tayah (PSD) na CMM, impondo uma derrota ao então prefeito Amazonino Mendes (PDT)

O segundo fato que reforça a preocupação de Artur é a divisão da preferência dos vereadores entre os pretensos candidatos, o que poderia inviabilizar a escolha pelo nome que ele indicar. Em geral, os líderes partidários afirmam que os partidos da base estão abertos ao diálogo. É o caso de Rosivaldo Cordovil, do PTN, que tem a segunda maior bancada da CMM com quatro vereadores, que chegou a apresentar como candidato Júnior Ribeiro. “O prefeito vai indicar o melhor caminho à sua bancada e vamos conversar. Daí sairá o nome”, afirmou o vereador.

O presidente estadual do PSB e líder do partido na Casa, Marcelo Serafim, disse ontem que Artur ainda não procurou a legenda para conversar. “Ainda vamos tomar essa decisão. É claro que vamos ouvir o prefeito e pesar essa indicação”, disse.

Líder da maior bancada da CMM, a do Pros com cinco vereadores, Jairo da Vical afirmou que o governador José Melo, que é presidente estadual da sigla, deixou os parlamentares “bem à vontade” para a discussão. “Com certeza, ele não vai interferir na eleição, devido à sua parceira com o prefeito Artur”, afirmou.

'Não tenho razão para sobressalto', diz Artur Neto

O prefeito de Manaus Artur Neto é um dos principais interessados no novo nome a comandar o Legislativo municipal nos próximos dois anos. Afinal, o escolhido será seu vice na Prefeitura de Manaus, uma vez que Hissa Abraão (PPS), rompido com o tucano, deve renunciar para assumir o mandato de deputado-federal em 2015. Nesta entrevista, concedida na semana passada, o prefeito não nega que o Executivo tem um peso na decisão e afirma que não deve ter surpresas em relação ao comportamento de sua base na eleição.

Na sua avaliação, que perfil tem que ter o próximo presidente da Câmara Municipal? Qual o peso do Executivo nessa escolha?

O Executivo tem um peso, mas o Legislativo é autônomo. É um Poder feito de pessoas sensatas e eles sabem que estão elegendo o meu vice-prefeito. Não é uma eleição comum em que se está elegendo só o presidente da Casa. Quero agradecer ao Bosco Saraiva por tudo o que ele fez. Ao meu líder, Wilker também. Em nome deles, homenageio todos. Os meus vice-líderes, o Mário Frota foi perfeito. O Plínio Valério fala com muita expressividade. O Elias Emanuel, o Marcelo Serafim, o Rozenha...

O senhor tem preferência por um dos vereadores que estão se colocando no páreo?

Eu tenho evitado externar preferência, mas acho que as pessoas lá devem ser ponderadas. Devem ter muito cuidado com as propostas, com as articulações para evitar compromissos que depois não possam ser cumpridos, enfim. Eu olho para o fato de que o presidente será o meu vice, o meu sucessor nos meus impedimentos temporários. Então, esse, ao meu ver, idealmente sendo ligado a mim, uma pessoa da minha confiança, será muito bom para a cidade de Manaus.

O senhor acha que a Câmara vai respeitar isso?

Eu nunca tive nada negado a mim pela Câmara. Eu não vejo que a Câmara de uma hora para outra vá mudar seu perfil, seu comportamento. Eu não vejo. Ela tem sido correta. E mais, eu duvido que me mostre um prefeito que deixou de vetar tanto, que sancionou tantos projetos de iniciativa do Legislativo e que estabelece uma parte do orçamento para emendas parlamentares, para eles nos ajudarem a governar. A minha relação com eles é muito boa. Eu não tenho uma razão para sobressalto.

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