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Escrivães e investigadores da Polícia Civil lutam por melhores condições de trabalho

Nesta quinta-feira (24), uma comitiva do Sindeipol se reuniu com a deputada Alessandra Campêlo (PCdoB) para denunciar os problemas e buscar soluções junto ao Poder Legislativo 24/09/2015 às 16:04
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Para a deputada Alessandra, o apoio da Assembleia é importante para a garantia dos direitos dos trabalhadores
acritica.com Manaus (AM)

Lesões por esforço repetitivo, manuseio inadequado de materiais apreendidos (drogas, revólveres e armas brancas utilizadas em delitos), contato direto com presos adoentados, afastamento por stress, ansiedade e problemas psiquiátricos, doenças ocupacionais causadas por falta de mobiliário ergonômico.

Esses e outros problemas afetam os servidores da Polícia Civil do Estado, de acordo com o relato do Sindicato dos Escrivães e Investigadores da Policia Civil do Amazonas (Sindeipol).

Nesta quinta-feira (24), uma comitiva do Sindeipol se reuniu com a deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) para denunciar os problemas e buscar soluções junto ao Poder Legislativo.

“Os servidores da Polícia Civil estão desenvolvendo suas atividades em condições insalubres. A situação é ruim na capital e ainda mais alarmante no interior, onde as delegacias estão abandonadas e os servidores trabalham em meio a fezes de ratos e morcegos”, denunciou o presidente do Sindeipol, Rômulo Valente.

Para a deputada Alessandra, o apoio da Assembleia é importante para a garantia dos direitos dos trabalhadores.

“É preciso fazer uma lei estadual específica, baseada, claro, na lei federal, mas que garanta ao policial civil o direito de cuidar da sua saúde, o direito de poder se retirar do seu trabalho para fazer um exame, um check up. Além disso, o Governo do Estado precisa avançar na questão da infraestrutura das delegacias na capital e interior”, comentou Alessandra, que também é policial civil concursada.

Segundo Rômulo, as delegacias do interior atualmente são as que mais carecem de infraestrutura e pessoal. O excesso de presos de justiça também prejudica o trabalho dos servidores e o atendimento à população.

“Além da péssima infraestrutura, falta pessoal. Dessa forma, o investigador e o escrivão acabam exercendo o papel de carcereiro, cuidando de presos de justiça. Outro problema é que não tem cela para mulher, é homem e mulher tudo junto”, criticou o sindicalista.

Rômulo articula com a deputada Alessandra a criação de uma legislação específica que garanta melhores condições de trabalho; periodicidade de exames médicos de seis em seis meses ou de um ano, sem trazer prejuízo ao servidor; além de escalonamento de tempo de descanso em cada procedimento realizado.

Os servidores da PC também defendem a melhoria da infraestrutura física das delegacias, com aquisição de novos aparelhos de ar condicionado, bebedouros, computadores, cadeiras e sala para descanso.

Segundo o sindicato, a Polícia Civil conta atualmente com um quadro de 2.440 servidores concursados, além dos comissionados e temporários.

*Com informações da assessoria de imprensa

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