Terça-feira, 25 de Junho de 2019
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Esforço conjunto para alfabetização no AM

Audiência pública com professores, estudantes em formação e especialistas em alfabetização, na ALE, aponta possíveis caminhos a serem trilhados



1.jpg Objetivo do debate é reverter a má situação do Estado nos rankings nacionais
17/09/2013 às 10:09

Professores, estudantes em formação e especialistas em alfabetização estiveram reunidos nessa segunda-feira (16), no auditório da Assembléia Legislativa do Amazonas (Aleam), para discutirem durante o 1º Seminário Sobre Alfabetização e Letramento como melhorar a situação dos alunos do Estado.

Eles discutem os resultados da Prova Brasil de 2011, divulgados no site da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), que mostra que o Amazonas é um dos piores em competência de leitura e interpretação de texto da região.

A prova é um dos indicadores do Ministério da Educação sobre alfabetização e é realizada nos anos ímpares.

Em 2011, apenas 28% dos mais de 65 mil alunos até o 5º ano tiveram aprendizado adequado em Língua Portuguesa. Já os estudantes até o 9º ano, os números são ainda piores, apenas 16% conseguiram atingir a meta de 56,646.

A diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas(Ufam), professora doutora Arminda Mourão, afirma que existe uma preocupação em alfabetizar e letrar os nossos alunos. “Existe uma diferença entre essas duas coisas, a alfabetização é a conquista dos mecanismos da leitura, o letramento é a capacidade que o indivíduo tem de ler a palavra e ler o mundo”, explicou.

Para ela existem fatores internos e externos que contribuem para essa deficiência. “De forma externa são as organizações dos processos educacionais, vivemos em um mundo globalizado e a educação é pensada lá fora precisamos discutir o plano de educação. Já nas questões internas as dividimos em três: governantes responsáveis pela criação das leis que não têm conhecimento técnico dos processos educacionais, a organização democrática e a valorização dos professores”, destacou.

Para o presidente da Comissão de Educação da Aleam, deputado Sidney Leite (DEM), idealizador do seminário, uma das formas para diminuir essa problemática é consolidando programas de formação continuada para os professores, estruturas adequadas e envolvndo a sociedade. “Essa criança precisa ter um acompanhamento dos pais dentro de casa, no meio rural os desafios são maiores, porque lá existem as salas multiseriado, onde alunos de séries diferentes dividem a mesma sala e o mesmo professor”,afirma.

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