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Cotidiano
PREVENÇÃO

Especialista alerta: ‘Chikungunya’ causa incômodos que podem durar até um ano

Além de causar febre alta, dor de cabeça e manchas no corpo, ela se diferencia das outras doenças transmitidas pelo Aedes, como Dengue e Zika, principalmente, pelas dores intensas nas articulações (poliartrite) 04/04/2016 às 04:00 - Atualizado em 04/04/2016 às 08:49
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De acordo com o infectologista Antônio Magela, o tratamento da febre Chikungunya, assim como da Dengue e Zika, é feito para aliviar os sintomas (Foto: Aguilar Abecassis)
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Menos “popular” entre as doenças transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, a febre Chikungunya raramente leva à morte, mas provoca incômodos que podem perdurar até um ano após o período infeccioso. Ela se diferencia das outras doenças transmitidas pelo Aedes, como Dengue e Zika, principalmente, pelas dores intensas nas articulações (poliartrite).

Em alguns casos, essa característica da doença pode levar o paciente a apresentar dificuldades que vão desde segurar objetos e fechar as mãos, até casos mais extremos, em que a locomoção é temporariamente comprometida.

De acordo com o infectologista Antônio Magela, chefe do Departamento Clínico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT/HVD), unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), os sintomas da febre Chikungunya são semelhantes aos da Dengue.

O paciente apresenta febre alta, dor de cabeça e manchas no corpo. “A principal diferença são as dores articulares intensas. Já no caso do Zika vírus, a febre é baixa e surgem manchas no corpo”, explica o médico.

Magela ressalta que há relatos de pacientes que tiveram que conviver com dores e inchaço nas articulações por até um ano após o fim do quadro infeccioso. As dores afetam, principalmente, as articulações das mãos e tornozelos. “O paciente pode ficar incapacitado de realizar pequenas tarefas do dia a dia, como pentear o cabelo, segurar um copo e fechar uma porta”, disse ele.

Antonio Magela explica que o tratamento da febre Chikungunya, assim como da Dengue e Zika, é feito para aliviar os sintomas. Para os casos em que as dores nas articulações persistem, mesmo com o fim do quadro infeccioso – que dura em média de sete a doze dias –, os pacientes precisam de acompanhamento com médico reumatologista e fisioterapeuta.

Segundo o diretor presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, a principal forma de evitar a febre Chikungunya é combatendo o mosquito Aedes aegypti.

As medidas que devem ser adotadas para eliminar possíveis criadouros do mosquito são simples. O recomendado é: tampar os camburões e caixas d´agua; manter as calhas sempre limpas; deixar as garrafas sempre viradas; e manter as lixeiras fechadas. Bernardino lembra que o mosquito se reproduz em qualquer acúmulo de água, até mesmo em garrafas pet e em piscinas sem tratamento adequado.

Primeiro registro

No Amazonas, a febre Chikungunya foi registrada pela primeira vez em 2014. Conforme a FVS, os 16 casos notificados naquele ano foram “importados”, ou seja, os pacientes foram infectados pelo vírus em outro estado ou país.

Em 2015, foram notificados 168 casos de Chikungunya. Desse total 12 foram confirmados, cinco por transmissão local (marcando o início da circulação do vírus no Estado) e os sete restantes “importados”.

Neste ano, já foram notificados no Amazonas 137 casos de Chikungunya, sendo dois confirmados. Ao todo, no Brasil, foram notificados 3.748 casos da doença, somente nos dois primeiros meses de 2016. Destes, 284 foram confirmados até agora. Dezoito estados fizeram notificação da doença ao Ministério da Saúde.

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