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Cotidiano
Dia Mundial Sem Tabaco

Especialista chama atenção para os perigos do tabagismo e alunos fazem mobilização

Grupo de estudantes abordará motoristas e pedestres, no semáforo em frente ao Manaus Plaza Shopping, para alertar para os males que o cigarro pode causar à saúde 28/08/2016 às 15:00
Show ex fumante engorda
Para especialista, o fumante ignora as advertências e continua se autodestruindo por, muitas vezes, não conseguir lutar contra o vício
acritica.com Manaus (AM)

Principal causa de morte evitável em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é uma ameaça para quem fuma e para os chamados ‘fumantes passivos’. O chefe de cirurgia cardiovascular da Fundação do Coração Francisca Mendes, Mariano Terrazas, alerta que o hábito pode levar ao desenvolvimento de doenças circulatórias, cânceres, problemas respiratórios e cardíacos e aumenta as chances de partos prematuros, entre outros males.

Para chamar a atenção da sociedade para esses riscos, alunos da Faculdade Estácio farão uma mobilização, segunda-feira (29), quando é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Um grupo de cerca de 30 estudantes do 4º período do curso de Serviço Social da instituição abordará motoristas e pedestres, no semáforo em frente ao Manaus Plaza Shopping, na Avenida Djalma Batista, zona Centro-Sul da cidade, às 20h, para alertar para os males que o cigarro pode causar à saúde. “Para sensibilizar as pessoas, os alunos levarão faixas e, de cara pintada, farão abordagens oferecendo bombons em troca de cigarro. É uma forma de a instituição contribuir, mais uma vez, com uma ação de alerta à sociedade para a promoção da saúde”, destaca a professora e coordenadora da atividade, Márcia Helena Braga.

O cardiologista da unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Mariano Terrazas, afirma que o tabagismo está por trás de vários tipos de câncer, como de pulmão, lábio, esôfago, garganta e estômago. Também é responsável por casos de enfisema pulmonar e bronquite crônica e doenças circulatórias que levam à obstrução das artérias e podem ocasionar gangrenas e amputações. O tabagista, conforme o médico, também fica mais propenso a desenvolver doenças coronarianas, uma das principais causas de morte no Brasil. “As consequências do fumo podem ser sentidas por anos. Falamos muito nos riscos de desenvolver uma doença que leve à morte, mas o tabagismo também pode afetar a qualidade de vida na velhice. É o caso daquelas pessoas com bronquite crônica, que convivem com tosse que não as deixa dormir e afeta toda a tranquilidade da família, por exemplo. Isso sem contar no risco que oferecem a quem está perto, pois estudos já comprovam que o dito ‘fumo passivo’ é tão prejudicial quanto o cigarro é para quem está fumando”, observou.

 O cardiologista da rede estadual de saúde também demonstra preocupação com o aumento do número de mulheres fumantes. De acordo com a OMS, elas representam cerca de 20% dos tabagistas no mundo, ou seja, quase 250 milhões de fumantes. No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o hábito entre os homens vem diminuindo, mas tem se mantido estável entre as mulheres. “A associação entre o tabagismo e o anticoncepcional, é bom alertar, representa um grande risco de desenvolver trombose venosa profunda nos membros inferiores, que pode levar ao quadro grave de embolia pulmonar”, ressaltou, acrescentando que, em caso de gestação, o tabagismo pode contribuir para a prematuridade e o baixo peso do bebê.

Mesmo com a existência da Lei Antifumo e da divulgação dos malefícios do cigarro, Terrazas entende que o fumante ignora as advertências e continua se autodestruindo por, muitas vezes, não conseguir lutar contra o vício. “O cigarro é uma droga muito potente. A nicotina provoca dependência química, um vício pior que a cocaína. O tratamento depende do convencimento do paciente, ajuda psicológica e, em casos específicos, medicamentos”, explicou o cardiologista.

 Quando o paciente consegue se afastar do cigarro, segundo o médico, depois de um ano, diminuem consideravelmente as chances de desenvolver as doenças associadas ao tabagismo.  “Se já começou, quanto mais cedo parar, melhor. Quando a pessoa decide combater o vício, uma das primeiras medidas é não ter nenhum cigarro acessível, porque fumante tem um maço em cada canto. Então, sempre orientamos a jogar todos. E, quando sentir vontade de fumar, procurar um bombom, mascar um chiclete, por exemplo. É importante ser persistente, pois, para a saúde, os resultados são significativos”, concluiu Terrazas.

*Com informações da assessoria de comunicação.

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