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Cotidiano
SEXO

Especialista conversa com idosos sobre o prazer sexual na terceira idade

Segundo o especialista, ainda existe uma cultura de fazer separação entre o homem e a mulher quando eles atingem a idade mais madura 17/06/2016 às 15:04
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Médico Joairton Melo destacou que os casais que se preocupam e se dedicam ao relacionamento é mais saudável (Foto: Kelly Melo)
Kelly Melo

Falar de sexualidade entre pessoas da terceira ainda é tabu. Mas de acordo com o médico Joairton Melo, a sexualidade não está relacionada apenas ao ato sexual entre os idosos, mas com o modo de convívio e respeito entre os casais.

O médico da Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Santa Luzia, Zona Sul, conversou sobre o assunto com os moradores do Parque Residencial Cajual, no Educandos, para ele, mais do que o prazer sexual, os idosos precisam resgatar a vontade de viver com o outro, para ter um envelhecimento saudável. “Ter saúde é estar bem e a sexualidade tem tudo a ver com a vontade de viver com o outro, independente do sexo”, explicou ele.

Segundo o especialista, ainda existe uma cultura de fazer separação entre o homem e a mulher quando eles atingem a idade mais madura, por muitas vezes terem vergonha de expressar a atenção e o cuidado um com os outros. Por isso, ele realiza um trabalho de conscientização com os idosos para quebrar os paradigmas. “Frequentemente estamos conversando com a comunidade sobre isso porque esse cuidado e respeito está diretamente associado a envelhecimento bem sucedido. Quanto mais um cuidar do outro, mas tempo eles vão viver juntos”, afirmou Melo.

Joairton Melo também destacou que os casais mais velhos que se preocupam e se dedicam mais aos relacionamentos apresentam um menor grau de desenvolver doenças crônicas não transmissíveis como a hipertensão. “Isso porque a atenção com o outro cria um ambiente favorável no seio da família para que um se preocupe e cuide do seu parceiro”, disse.

O médico também afirmou que os idosos podem ter uma vida sexual ativa, buscando ter qualidade de vida. “O idoso não é um ser assexuado. Então o importante é conversar. As vezes eles têm vergonha de procurar um médico para expor questões constrangedoras, mas à medida em que se conversa, podemos descobrir os caminhos para resolver o problema de forma saudável”, completou.

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