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Cotidiano
ECONOMIA

Especialista em finanças apresenta alternativas de investimentos

Segundo o professor, o retorno de quem investe na caderneta de poupança é muito baixo. Atualmente, o percentual é de aproximadamente 7%. 17/10/2017 às 16:25
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O final do ano está chegando e logo os trabalhadores começarão a receber o 13º salário. Para quem deseja aproveitar esse dinheiro extra para investir, o professor do curso de Ciências Contábeis da UniNorte e especialista em Finanças, Geovanni Silva, apresenta alguns tipos de aplicações seguras e mais rentáveis do que a caderneta de poupança.

Segundo o professor, o retorno de quem investe na caderneta de poupança é muito baixo. Atualmente, o percentual é de aproximadamente 7%. “Isso significa praticamente nenhum retorno para o investidor, por conta da inflação”, frisou.  Entre as alternativas para quem está pensando em poupar algum dinheiro para o futuro estão o Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Tesouro Direto.

O CDB é um título que o banco gera a favor do investidor, garantindo que no vencimento será pago o valor emprestado e mais os juros. Geovanni Silva explica que o banco pega o dinheiro de quem tem sobrando e quer investir e empresta pra quem precisa. A vantagem desse tipo de investimento é que ele possui mais rentabilidade do que a poupança, inclusive, acima da inflação. Os bancos normalmente permitem o resgate do dinheiro investido a qualquer tempo, o que é chamado de liquidez diária. A desvantagem do CDB é que há cobrança de Imposto de Renda sobre o rendimento, variando de 15% a 22,5% sobre o lucro, dependendo do tempo que o cliente demora para resgatar o dinheiro, quanto mais tempo o dinheiro ficar aplicado, menor será a alíquota utilizada.

O LCI e LCA são títulos emitidos pelos bancos, para obtenção de recursos destinados a financiamentos do setor imobiliário e de agronegócio, respectivamente. Esse tipo de investimento é isento de imposto de renda e também oferece retorno superior ao da poupança. A desvantagem é que esses títulos só podem ser resgatados no vencimento e o dinheiro não pode ser movimentado. “Quem pensa em aplicar dinheiro no LCI e LCA precisa ter um objetivo muito bem definido. Se a pessoa está  investindo para comprar um carro daqui a um ano, por exemplo, o ideal é escolher um título com vencimento nesse prazo”, disse.

Outra alternativa é o Tesouro Direto, que é uma aplicação em títulos públicos. O investidor empresta dinheiro para o governo e recebe o valor de volta com juros bem mais vantajosos do que os da poupança. Para aplicar no Tesouro Direto, o primeiro passo é cadastrar-se em uma instituição financeira conhecida como corretora de valores. Em seguida, é preciso conhecer os tipos de títulos públicos.

O Tesouro Direto é dividido em três grupos. O primeiro é o Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic). Nele, o retorno é feito conforme a variação da taxa Selic, ou seja, se no período em que foi feita a aplicação a taxa estiver em 8,0% ao ano, o rendimento será próximo desse número, ideal para investimentos de curto prazo, permite resgate a qualquer tempo. Tem, ainda, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em que o retorno é conforme a variação da inflação e mais uma taxa prefixada, ideal para vencimentos de longo prazo, permite resgate a qualquer tempo. E no Tesouro Prefixado, a pessoa sabe exatamente qual será a rentabilidade, no momento do vencimento.

Depois de conhecer os tipos de investimento e a orientação do professor, é só definir um objetivo para uso do dinheiro, antes de aplicar. “Não adianta comprar um título com vencimento em 2035, se existe o desejo de utilizar o dinheiro daqui a três anos”, ressaltou. 

*Com informações da assessoria de comunicação.

 

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