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Cotidiano
Manaus

Especialistas afirmam que faltam investimentos para turismo local alavancar

Apesar de ter sido elogiada ao receber grandes eventos internacionais, como a Copa do Mundo em 2014 e jogos de futebol da Olimpíada Rio 2016, ficou claro que faltam investimentos privados e políticas públicas 27/09/2016 às 09:42 - Atualizado em 27/09/2016 às 09:44
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Coordenadores de cursos de Turismo de seis faculdades analisaram o mercado, a formação profissional e as perspectivas (Antonio Menezes)
Luana Carvalho Manaus (AM)

Apesar do grande potencial, falta investimento e políticas públicas para o turismo no Amazonas. É  o que afirmaram especialistas durante discussão que aconteceu na última segunda-feira (26), no Centro Cultural Povos da Amazônia, Zona Leste, em alusão ao Dia Mundial do Turismo, comemorado nesta terça-feira (27).

O papel do turismólogo e turismo sustentável foram os principais assuntos discutidos durante a roda de conversa. A coodenadora do curso de Turismo da Universidade do Estado do Amazonas, Susy Simonetti, explica que a tendência mundial é colocar a comunidade como protagonista. No entanto, a falta de incentivo dificulta o processo.

“Esse trabalho vem sendo desenvolvido há alguns anos, temos comunidades que realizam o turismo de base comunitária há 30 anos, mas muitas pessoas não sabem. Para existir de fato, a comunidade tem que ser protagonista. Não é um segmento, mas é uma forma de gestão, pensar na comunidade como gestora, implementando atividades, fazendo articulações, ainda que isso pareça difícil”, disse. 

Embora recentemente a cidade de Manaus tenha sido elogiada pela mídia especialidade após sediar eventos internacionais como a Copa do Mundo em 2014 e jogos de futebol da Olimpíada Rio 2016, a professora afirma que o Estado anda a passos lentos, apesar do potencial existente.

“Falta apoio. Estamos em um Estado onde a logística e falta de comunicação é um desafio. O turismo não é valorizado de fato e às vezes os investimentos são canalizados só para uma área, enquanto poderia estar sendo investido também no fortalecimento desse turismo sustentável que acontece principalmente em áreas protegidas”, analisa. 

Para ela, o Estado tem mais condições de alavancar. “Nós, que estudamos esse turismo dentro de áreas protegidas e Unidades de Conservação, vemos este segmento de forma positiva, ainda que tenha que ser feito com muita responsabilidade e obedecendo de fato os princípios da sustentabilidade”.

“Parceria”

Para o assessor técnico da Amazonastur, Francisco Girão, para que o turismo no Estado  dê uma alavancada é preciso mais parcerias. “A gente entende que a palavra chave no turismo é parceria, quando a gente une as forças vê o resultado positivo.  Precisamos de um maior empenho e envolvimento, conhecimento da área para certamente fazer diferença no turismo”, disse. 

Roteiros de base comunitária ainda são incipientes

No Amazonas existem alguns roteiros comunitários, como o de Tucorin, na margem direita do baixo Rio Negro. 

O empreendimento compreende seis comunidades, onde os turistas podem ter um contato com a Amazônia e com os moradores. Há 11 opções de roteiro, para grupos de três, cinco, ou dez pessoas. Outro roteiro bem consolidado é o da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Rio Negro, os comunitários de Tumbira construíram estruturas de atendimento ao turismo, com atrativos para os visitantes, com casa de artesanato,  pousada, restaurante e passeios turísticos. 

O evento de ontem no CCPA reuniu coordenadores dos cursos de Turismo de cinco universidades de Manaus, para discutir o mercado de trabalho na área de Turismo e as perspectivas para os futuros turismólogos. A palestra de abertura teve como tema “A formação continuada para o bacharel de Turismo: panorama atual e perspectivas”.

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