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Cotidiano
Sem proibição

Especialistas alertam para precauções em relação às grávidas que dirigem veículos

Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe que grávidas dirijam seus veículos. Sem regulamentação ou limites, fica a critério das gestantes, guardadas as questões de segurança, claro, conduzir normalmente seus carros, 11/07/2016 às 17:29 - Atualizado em 11/07/2016 às 17:34
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Lorena Andrade está grávida de 8 meses e dirige normalmente seu veículo / Fotos: Aguilar Abecassis
Paulo André Nunes Manaus (AM)

Ao contrário do que muitos podem pensar, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não proíbe que grávidas dirijam seus veículos. Sem regulamentação ou limites, fica a critério das gestantes, guardadas as questões de segurança, claro, conduzir normalmente seus carros, inclusive aos nove meses de gravidez.

A psicóloga e gerente do setor Médico e Psicológico do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM), Tatiana Pampolha, dirigiu até as 44 semanas de gestação. Por experiência própria e dando sua opinião como especialista, ela disse que só o médico pode dizer se a grávida pode ou não continuar dirigindo. “Eu dirigi até antes de ir para a maternidade, sem problemas. Sempre me senti bem. Deixar de dirigir nesse período vai da disposição de cada mulher desde que tomadas as devidas precauções”, disse ela.

“O CTB não proíbe a grávida de dirigir, mas ela precisa entender que há riscos principalmente no primeiro semestre de gestação, onde ocorrem enjoos. É preciso estar atenta, mas não há problema nenhum em dirigir ”. Ela orienta que é preciso que as gestantes tomem certos cuidados como nivelar a altura ideal do cinto, nunca deixar de usá-lo e deixar um espaço entre os bancos e pedais para que ela, confortavelmente, não perca o alcance dos pedais.

Um porém ao dirigir é quando ocorre uma gestação de risco, porienta Tatiana Pampolha, quando o cinto de segurança pode atrapalhar, ou em freadas bruscas que podem causar sangramento ou dores, o que se torna preocupante. “Nesses casos de gravidez de risco é preciso estar atento pois qualquer imprudência pode gerar partos prematuros, lesões, hemorragias e até a perda do bebê”, explica ela.

A psicóloga lembra que as responsabilidades atribuídas às mulheres hoje em dia, como pegar filhos na escola e se locomover ao trabalho, entre outros afazeres forçam a que elas usem cada vez mais os veículos mesmo na fase de gestação.

Terceiro trimestre

A ginecologista-obstetra Lilian de Oliveira Pereira orienta que, a partir do terceiro trimestre de gravidez (da 27ª semana ao nascimento) “a grávida sempre conduza seu veículo acompanhada de outra pessoa”.

O cinto de segurança é um assessório indispensável, reforça a especialista, numa obrigatoriedade que é consenso entre todos as pessoas ouvidas pela reportagem.

“Elas sempre devem utilizar o cinto”, destacou a profissional, por telefone, para o jornal A CRÍTICA.

Grávida ao volante

A jornalista  Lorena Andrade, 27, está com 8 meses de gestação e acha a coisa mais normal do mundo dirigir grávida. “Minha gravidez está sendo tranquila, super saudável, não tive enjoos. Tudo isso me facilita sair de casa e conduzir meu veículo. Estar grávida não me empata de dirigir. O carro, hoje em dia, é um meio de transporte que é como se fosse o meu primeiro filho antes do meu filho de sangue. É uma família”, ilustra ela, que aguarda com ansiedade a chegada ao mundo de um menino: Lucas Eduardo.

Por carregar uma vida, dirigir aos 8 meses de gestação requer todo um cuidado, diz ela, que relata as precauções que toma quando está ao volante: “Estou carregando uma vida, e  qualquer batida, colisão ou susto podem vir a prejudicar o bebê. Sigo cuidados como usar o cinto de segurança abaixo do umbigo, afastar a barriga do volante, fazer com que os pés alcancem os pedais, sempre colocar a mão na barriga quando passo por uma lombada, dirigir até a velocidade de 60 quilômetros e nunca confiar no sinal verdade dos semáforos”.

Com o sentimento mais à flor da pele, natural de toda gestante, ela conta que a lentidão no complicado trânsito de Manaus a deixa impaciente, bem como o calor. “Sempre deixo o ar-condicionado ligado”, conta Lorena Andrade que na maioria das vezes dirige sozinha pelas ruas da cidade.

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