Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
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Especialistas cobram ações "duras" do Poder Público para enfrentar crise hídrica

Para profissionais, é preciso ações “duras” do Poder Público e políticas a longo prazo para resolver o problema e evitar que volte a acontecer



1.jpg Crise hídrica atinge principalmente a cidade se São Paulo
09/02/2015 às 18:11

O desperdício, a poluição e falta de planejamento provocaram a crise de abastecimento de água que atinge a região Sudeste, e é preciso ações “duras” do Poder Público e políticas a longo prazo para resolver o problema e evitar que volte a acontecer. A opinião é de Marcos Freitas, professor e coordenador do Instituto de Mudanças Globais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Maurício Broinizi, coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo. Eles participaram hoje (9) de um bate-papo promovido pelo Portal EBC.

Para Freitas, o cenário atual está longe de acabar. “O período chuvoso termina em abril e os reservatórios continuam muito baixos. Se medidas não forem tomadas e seguidas de maneiras mais duras, a gente estará em cinco anos discutindo a dessalinização de água e começando a discutir mudanças de atividades econômicas para outras regiões do Brasil. Por enquanto, há uma certa dificuldade do Poder Público de declarar a gravidade do problema”, disse.



Na avaliação de Freitas, a interligação do Sistema Cantareira com a Bacia do Rio Paraíba do Sul, anunciada em janeiro, e a utilização do Aquífero Guarani ainda precisam ser melhor estudados. “É preciso levar em consideração [que o Rio Paraíba do Sul] já abastece 14 milhões de pessoas e o consumo está aumentando. E quanto ao Aquífero Guarani, a gente não tem informações de tempo de recarga, de qualidade da água”, destacou.

Segundo Maurício Broinizi, houve falha de planejamento para enfrentar a crise. “Em 2003 [...] a própria Sabesp [Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo] previa que a região da Grande São Paulo poderia teria problema de abastecimento até 2010. E de lá para cá praticamente nada foi feito para reforçar o abastecimento, reeducar a população”, disse.

Broinizi ressaltou ainda que é preciso campanhas de orientação mais incisivas, e com mais informações, para que a população saiba procurar alternativas, como a captação da água da chuva e o reuso de água. “A era da abundância e do desperdício de água acabou. Nós vamos ter que economizar muito, talvez entrar em racionamento pesado para que a água se sustente nos próximos anos”, disse.O edital aprovou mais dez bolsas para instituições na capital fluminense e 42 no estado. O financiamento federal em todo o Rio alcança 130 bolsas no primeiro ano. Os valores mensais são de aproximadamente R$ 3 mil por mês. Ao todo, o ministério investiu R$ 37,7 milhões para o pagamento das novas bolsas de residência médica.

O ministro da saúde ressaltou que investir na qualificação de novos cursos de medicina, de forma descentralizada, é uma das prioridades do governo. A meta do governo é criar 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina até 2017, com ênfase nas cidades sem faculdades com essa especialidade. Já foram autorizadas mais de 4,4 mil vagas desde a promulgação da Lei dos Mais Médicos, em outubro de 2013.


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