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Especialistas em combate a incêndios afirmam que Manaus não está preparada para salvar vidas

De prédios públicos a escolas, ninguém está apto para combater o fogo 03/02/2013 às 09:18
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De prédios públicos a escolas, ninguém está apto para combater o fogo
Náferson Cruz Manaus

O incêndio ocorrido no dia 27 de janeiro em uma boate em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde morreram 236 pessoas, a maioria jovens, além de ser considerado uma das maiores tragédias do País, serviu de alerta às autoridades de todo o Brasil.

Especialistas, parlamentares e representantes dos sindicatos ligados a causas de prevenção e ações de combate a incêndio entrevistados por A CRÍTICA relataram que Manaus “não foge às regras”. São casas noturnas, prédios públicos, escolas, shoppings, entre outros estabelecimentos, que não cumprem as normas e muito menos propiciam segurança, o que transforma a capital amazonense num “barril de pólvora”.

Os entrevistados consideraram o incidente de Santa Maria uma “tragédia anunciada”, consequência da omissão do poder público, que constitucionalmente é responsável pela segurança da população. A mesma situação se reflete em Manaus. Segundo o consultor de empresas na área de segurança e saúde ocupacional José Antunes, as regulamentações normativas estão longe de serem cumpridas “ao pé da letra” na capital amazonense.

Antunes descreve que ambientes fechados que costumam concentrar grupos de pessoas não estão preparados para prevenir e combater incêndios de grandes proporções. “Falta efetivo bem treinado e capacitado, equipamentos modernos e avançados de proteção e segurança. As instituições que atuam na prevenção e segurança dispõem de uma infraestrutura precária”.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

*A partir desta segunda-feira (4), o programa A Crítica na TV, da TV A Crítica, apresenta uma série de reportagens sobre a atuação, estrutura e problemas nas ações de combate a incêndios em Manaus. Em A CRÍTICA, reportagem especial trará segunda (4) e terça-feira (5) outros detalhes da falta de estrutura para casos de grandes tragédias.

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