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Espera para exames de diagnóstico do câncer de mama deve ser reduzida no AM

A previsão é da subcoordenadora da rede de atenção às pessoas com doenças crônicas da Secretaria de Estado de Saúde do AM (Susam), Joselita Nobre 15/10/2014 às 14:38
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Durante a campanha do Outubro Rosa estão sendo incentivados a realização dos exames de mamografias no Estado
Jornal A Crítica ---

O tempo de espera para acesso a exames de diagnóstico do câncer de mama deve reduzir para quinze dias na rede pública no Amazonas em abril do ano que vem. A previsão é da subcoordenadora da rede de atenção às pessoas com doenças crônicas da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Joselita Nobre.

Atualmente as mulheres com suspeita de estar com a doença, após o exame de mamografia, precisam esperar por um período bem maior para ter um diagnóstico preciso. Apenas a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e a Policlínica Araújo Lima fazem os exames que confirmam ou não o câncer de mama.

De acordo com Joselita Nobre, o exame de mamografia é importante porque ajuda a identificar a doença no início. Mas não é o resultado definitivo. A partir desta “triagem” é que as mulheres passam por biópsia para ter um diagnóstico preciso sobre a alteração identificada na mamografia. “As mamografias mostram se há algo alterado. As punções ou biópsias é que vão dizer se é um câncer ou não. Hoje, o Fcecon, que deveria se voltar mais para o tratamento, é o centro de referência de diagnóstico. Então, concentra a demanda”, declarou.

Ela explicou que 12 unidades estão sendo preparadas com infra-estrutura e capacitação de profissionais para realizar o diagnóstico de câncer de mama e de colo de útero. “O tempo de espera para o diagnóstico para o câncer de colo de útero deve ser reduzido antes de abril”.

Os municípios que terão os centros de diagnóstico até abril, de acordo com Joselita, são Parintins, Itacoatiara, Manacapuru, Tabatinga, Borba e Tefé. Em Manaus, os exames poderão ser feitos nas policlínicas da Codajás, Zona Sul; Gilberto Mestrinho, Centro; João Braga, Zona Norte; Conte Telles, Zona Leste; Castelo Branco e Araújo Lima, ambas na Zona Centro-Sul.

Joselita afirmou que a entrada desses centros para diminuir o tempo de diagnóstico e assim agilizar o acesso aos tratamentos é uma das medidas para reduzir os registros de morte por câncer de mama e colo de útero no Amazonas e aumentar a qualidade de vida das mulheres. “Esperamos que em dois, três anos haja uma mudança no cenário da mortalidade das mulheres e da incidência de câncer de mama e colo do útero no Estado, por causa dessas medidas de curto, médio e longo prazo”, declarou.

As demais medidas, indicou Joselita, são a vacinação de meninas com idade entre 11 e 13 anos contra o HPV (vírus responsável por 90% dos casos de câncer de colo do útero), campanhas e ampliação do acesso a exames. “São duas frentes: fazemos campanhas para conscientizar as mulheres e aumentamos o acesso aos exames de diagnóstico”, declarou. Todas essas medidas vão organizar e melhorar as condições da nossa rede de atenção oncológica”, declarou.

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