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Esquadrilha da Fumaça volta ao céu de Brasília com novos aviões

Para executar as manobras do desfile os pilotos da Esquadrilha da Fumaça treinaram por dois anos, desde que os novos aviões A 29 Super Tucano chegaram à base área de Pirassungunga, em São Paulo 07/09/2015 às 09:03
Show 1
Esquadrilha da Fumaça volta a se apresentar no desfile do 7 de Setembro
Dayana Vitor - Agência Brasil ---

A Esquadrilha da Fumaça volta a se apresentar hoje (7), no Dia da independência, após dois anos. Em 2014, o grupo fez apenas um sobrevoo sem manobras, porque os pilotos estavam em treinamento para operar as novas aeronaves: as A 29 Super Tucano, que serão as estrelas nesta segunda-feira. A apresentação está prevista para começar após o fim do desfile terrestre, às 10h30.

Serão 30 minutos, com 50 acrobacias. Sete pilotos devem encantar o público com manobras que deixam a impressão de que o avião está descontrolado. Além da esquadrilha, haverá um desfile aéreo, sem manobras, com os caças A-1, F-5M,KC-130 Hércules, operados por outros esquadrões.

Para executar as manobras do desfile os pilotos da Esquadrilha da Fumaça treinaram por dois anos, desde que os novos aviões A 29 Super Tucano chegaram à base área de Pirassungunga, em São Paulo. As novas aeronaves substituíram as antigas, os T 27 Tucano, e tem o dobro da potência, além de equipamentos mais modernos. Para fazer a famosa fumaça da esquadrilha é colocado um óleo ecológico que é pulverizado pelos escapamentos dos aviões.

Entre as manobras deste 7 de Setembro estão o Lancevaque e o Chumboide. A primeira consiste em giros mais verticalizados e a outra tem deslocamento mais horizontal. Para o público, as manobras trazem a impressão de que o avião está descontrolado, mas os pilotos têm total controle sobre a aeronave, podendo retornar ao voo normal a qualquer momento.

O capitão Eduardo Maia Arantes, que ocupa a Posição 7 na esquadrilha e neste ano vai ser o locutor da atração no desfile de independência, conta a sensação de pilotar: “Quando se está voando é muita emoção. A primeira demonstração é a mais marcante. É preciso sempre ter muita atenção nos comandos dos voos.”

A Esquadrilha da Fumaça é composta por 13 pilotos, sendo que apenas um ocupa a primeira posição, a do líder. As demais, de dois a sete, são formadas por dois pilotos. Para fazer parte do grupamento, é necessário ter experiência em voo. A Força Aérea Brasileira exige dos interessados 1.500 horas de voo, sendo que 800 horas devem ser de instrução. Após a comprovação da experiência, o pedido para integrar a esquadrilha é encaminhado a um conselho que aceita ou não o novo membro. A partir daí, eles passam por treinamento teórico e realizam 80 missões (voos) de treinamento, antes de começar as apresentações pelo país.

Segundo o major e oficial de doutrina da Esquadrilha da Fumaça, Ubirajara Pereira Costa Júnior, que ocupa a Posição Número 3 no grupo, os pilotos têm uma rotina rígida para garantir o sucesso das apresentações. “Nós temos uma rotina militar e estudamos as manobras por dois anos. Algumas nós modificamos, outras mantemos”, explicou.

O desfile terrestre de hoje tem previsão de término para as 10h30, com o show da Esquadrilha da Fumaça. O percurso será de 2 quilômetros (km), na Via N1, sentido Palácio do Planalto, Rodoviária. Participam mais de 20 entidades e órgãos, militares e civis. A apresentação segue o modelo dos anos anteriores, com escolas, bandas e grupamentos militares.

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