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Estado de saúde de recém-nascido transferido de hospital de Jutaí ainda é considerado grave

Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga, localizada na Zona Leste de Manaus. De acordo com os médicos, o quadro clínico ainda é considerado grave e inspira cuidados, mas está estável. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (3) 03/02/2016 às 12:13
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O caso do casal de gêmeos prematuros que tiveram que usar máscara de oxigênio feita de garrafa PET num hospital de Jutaí (AM) correu o País. A menina não sobreviveu, e o menino ainda corre risco
SILANE SOUZA Manaus (AM)

O recém-nascido transferido da Unidade Hospitalar de Jutaí permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva da Maternidade Ana Braga, localizada na Zona Leste de Manaus. De acordo com os médicos, o quadro clínico está mais estável, mas ainda é considerado grave e inspira cuidados. As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (3), pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Segundo o boletim médico emitido pela unidade de saúde, onde o bebê encontra-se internado desde a última segunda-feira (1), há previsão de que, ainda nesta manhã, o bebê seja extubado (retirada a intubação traqueal), passando a fazer uso de CPAP nasal (aparelho que envia fluxo contínuo para as vias respiratórias). Ele está recebendo alimentação parenteral (por sonda), com o leite da própria mãe.

Nessa terça-feira (2), a Susam informou que a inspeção realizada pelos técnicos do órgão enviados a Jutaí (distante 750 quilômetros de Manaus) para apurar as circunstâncias do atendimento aos gêmeos prematuros que nasceram no hospital do município, no último dia 27, apontou que a unidade dispõe de máscaras de venturi em estoque.

Segundo o relatório de inspeção, as máscaras, que são de tamanho padrão, estavam disponíveis na unidade, mas não se adequaram aos rostos muito pequenos dos bebês, que nasceram em situação de prematuridade extrema. O médico, então, decidiu improvisar, usando garrafas do tipo pet, para assegurar um melhor acesso de oxigênio para as duas crianças.

Durante o atendimento, uma delas não resistiu e foi a óbito poucas horas depois do nascimento, devido à prematuridade extrema, conforme relatório do hospital.

O presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Mario Vianna, chegou a contestar o resultado da inspeção realizada pelos técnicos da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) na Unidade Hospitalar de Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus), o qual apontou que as máscaras de venturi - de tamanho padrão - estavam disponíveis na unidade, mas não se adequaram aos rostos pequenos dos bebês, que nasceram em “situação de prematuridade extrema”


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