Quarta-feira, 24 de Abril de 2019
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TAMBAQUI

Estado do AM importa 58% do pescado que consome por ano, aponta Sepa

De um total de 60 mil toneladas de pescado consumidos em 2018 no Amazonas, 35 mil vieram de Rondônia e Roraima


14/04/2019 às 14:16

O Amazonas importa 58% do pescado que consome por ano. Em 2018, de um total de 60 mil toneladas, principalmente de tambaqui e matrinxã, vendidas em feiras e supermercados, 35 mil foram oriundas de Rondônia e Roraima. As 25 mil toneladas restantes vieram de produtores locais, principalmente do entorno de Manaus, segundo dados da Secretaria de Pesca e Aquicultura do Amazonas (Sepa).

Em nove anos, a taxa de crescimento da piscicultura no Estado foi superior a 100%, saltando de 11,8 mil toneladas, em 2010, para 25,4 mil toneladas, em 2018, conforme levantamento da Sepa. Do total da produção registrada no ano passado, 19 milhões são de pós larvas e 3,5 milhões de alevinos (filhotes). A maior produção está concentrada na Região Metropolitana de Manaus (RMM), sendo 92% do cultivo baseado em tambaqui, 5% em matrinxã e outros 3% em outras espécies.

A piscicultura é a terceira atividade econômica mais rentável do Município de Rio Preto da Eva, distante a 88 quilômetros da capital, ficando atrás apenas da produção de citros e banana. Em 2018, o município produziu 16 mil toneladas de pescado.

Conforme a Sepa, 3.500 produtores atuam na atividade de piscicultura com a geração de renda para 10 mil pessoas direta e indiretamente.

Criadores

A Chácara Sagrada Família, localizada no km 65 da AM-010 (que liga Manaus a Itacoatiara), produz 400 toneladas de peixe por ano em 13 tanques escavados.  Segundo o empresário e proprietário da chácara, Luiz Elder Bonfá, de 52 anos, o tambaqui é um dos peixes mais consumidos em Manaus, correspondendo a mais de 90% da sua produção.

“A produção do Estado não é suficiente. Para abastecer o mercado e atender a demanda dos clientes, compro de outros produtores locais e de outros estados. Cerca de 90% do tambaqui consumido em Manaus vem de Roraima e Rondônia. Pode criar peixe que a venda é certa. Se fôssemos depender só do peixe do Estado, o quilo do tambaqui estaria custando de R$ 25 a R$ 30”, declarou Bonfá.

Ele comercializa tambaqui para grandes redes de supermercados da capital, além de mercadinhos e feiras. O DB adquire 250 toneladas por mês de tambaqui, de Manaus, Boa Vista e Porto Velho, e quatro toneladas de matrinxã de Rio Preto da Eva. Enquanto o Carrefour compra em média oito toneladas de tambaqui e três toneladas de matrinxã por mês de viveiros e criadores da RMM.

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De acordo com Bonfá, o investimento em tecnologia permitiu triplicar a produção, de seis para 20 toneladas por hectares de lâmina d'água, sem desmatar a floresta e com a mesma quantidade de tanques.

O empresário Adson Guedes, de 39 anos, produz por ano 130 toneladas de tambaqui e 20 de matrinxã, na fazenda A S Guedes, localizada no km 128 da na AM-010, tendo como principal clientela os feirantes de Manaus.  “Para atender a demanda dos clientes do nosso entreposto, 90% do peixe vem de fora. Infelizmente a produção do Estado ainda é muito pequena e não dá conta nem da capital. O peixe vem de Rondônia através de balsa e no prazo de cinco dias, e de Roraima, em 24 horas já está aqui” explica.

Semana santa impulsiona vendas

Um dos alimentos mais consumidos no período da Semana Santa é o peixe. De acordo com o presidente da Federação dos Pescadores do Estado (Fepesca), Walzenir Falcão, a estimativa de comercialização de pescado é de 100 a 120 toneladas por dia. Hoje, a produção diária é de 40 a 60 toneladas.

“Pode até chegar a mais. A grande cheia dos rios envolve indicativos bons e pode aumentar a produção. Por conta da expectativa de alta produção, ou até média, o preço ficará equilibrado”, disse Walzenir Falcão.

Na última sexta-feira, aconteceu no Sítio Porto Central (Oka Fish), localizado no km 214 da AM-10, a despesca de 40 toneladas de matrinxã, no sistema de gaiolas, para abastecer feiras, mercados e  restaurantes neste período. A fazenda produz mais de 500 toneladas de matrinxã por ano.

O proprietário da Casa do Pescado, localizada no bairro Dom Pedro, Adson Guedes, estima  crescimento de 50% nas vendas durante esta semana. "A previsão é vender de 40 a 50 toneladas", disse.

O peixeiro da Feira Manaus Moderna, no Centro, Francisco Batista, prevê a alta de  30% nas vendas de tambaqui e matrinxã. Cerca de 103 boxes na feira irão comercializar o pescado.  

Nos sete dias que antecedem à sexta-feira Santa, o supermercado DB estima vender 160 mil toneladas de tambaqui.

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