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Estado Islâmico assume ser o responsável por queda de avião no Egito, mas governo russo nega

Aeronave russa com 224 pessoas a bordo, entre russos e ucranianos, caiu no início deste sábado no Egito quando estava a caminho de São Petersburgo 31/10/2015 às 15:29
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O avião russo ficou completamente destruído e que não há sobreviventes
Agência Brasil ---

A ala egípcia do grupo jihadista Estado Islâmico reivindicou, no Twitter, a autoria do atentado ao avião russo que caiu neste sábado (31) na Península do Sinai, no Leste do Egito, provocando a morte aos 224 passageiros e tripulantes. Entretanto, o governo russo disse ser falsas as informações.

“Os soldados do Califado conseguiram abater um avião russo na província do Sinai transportando mais de 220 cruzados que foram mortos”, disse o grupo extremista em comunicado nas redes sociais, indicando ter agido como “represália” à intervenção russa na Síria.

O avião, que tinha como destino São Petersburgo, na Rússia, caiu ao sul da cidade egípcia de Al-Arish, capital da província do Norte Sinai, pouco depois de levantar voo de Sharm el-Sheik. A aeronave pertence à companhia russa MetroJet (Kogalimavia), fundada em 1993 e com base no aeroporto de Domodedovo, que faz habitualmente voos fretados.

Vários especialistas militares ouvidos pela agência de notícias France-Presse (AFP) disseram que os rebeldes do Estado Islâmico, cuja base fica no norte da Península do Sinai, não dispõem de mísseis capazes de atingir um avião a 30 mil pés, mas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo ou de a aeronave ter sido atingida por um foguete ou míssil quando descia em uma sequência de falhas técnicas.

O contato com a aeronave foi perdido 23 minutos depois da decolagem do Aeroporto de Sharm el-Sheikh, na fronteira com o Mar Vermelho. O avião estava a uma altitude de mais de 30 mil pés (9,144 metros) quando o comandante queixou-se de uma falha técnica do equipamento de comunicação a um funcionário da autoridade de controle do espaço aéreo egípcio.

A Embaixada da Rússia no Cairo informou que todas as 224 pessoas que estavam a bordo, na maioria russos e alguns ucranianos, morreram na queda do avião.

Governo russo nega

O ministro dos Transportes da Rússia, Maxim Sokolov, disse serem falsas as informações de que o avião russo foi alvo de atentado terrorista. “Em alguns meios de comunicação surgiram informações sobre o avião de passageiros russo ter sido atingido por um míssil lançado por terroristas. Esta informação não pode ser considerada verdadeira”, afirmou Sokolov.

O ministro Maxim Sokolov acrescentou que as autoridades russas estão em estreito contato com o governo egípcio e que, “neste momento, não há informações que confirmem essas fantasias”. Sokolov assinalou que especialistas estão trabalhando no local do desastre e que, “dentro de muito pouco tempo, uma comissão internacional começará a trabalhar na área da queda”.

De acordo com o ministro, os dados disponíveis, baseados em contatos de trabalho com a parte egípcia, indicam que não pode ser considerada verdadeira a informação de que o avião foi derrubado. “Com os materiais recolhidos e as análises escrupulosas de todas as informações, serão retiradas as conclusões sobre as causas da tragédia”, disse Sokolov.

O Egito prometeu hoje à Rússia “total cooperação” para esclarecer as causas da catástrofe que atingiu o avião russo.

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