Sábado, 16 de Outubro de 2021
Mudanças climáticas

Estados alinham pauta para avançar na COP 26

Governos estaduais querem mostrar avanços locais nas políticas ambientais para se desvincular da imagem criada pelo governo federal



Sem_titulo_DB2E6AAB-D7AC-4CBC-8E74-1FE40BE18C02.jpg Foto: Junio Matos
28/09/2021 às 07:23

O Amazonas sediou, na última segunda-feira (27), a 103ª Reunião Ordinária da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema). O evento reuniu representantes de 14 secretarias estaduais e mais 21 autarquias que tratam sobre a temática. A Abema buscou alinhar as pautas que serão apresentadas pelo Brasil na 26ª Conferência das Partes sobre Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 26.

De acordo com a presidente a Abema, Mauren Lazzaretti, que comanda a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso, os governadores devem apresentar um Brasil diferente do que o governo federal tem apresentado desde de 2019, quando o mundo jogou luz à Amazônia questionando a afetividade das ações ambientais do país após o crescente aumento do desmatamento. 

“O mundo também precisa olhar para o Brasil, compreender onde nós avançamos e ajudar economicamente para que nós possamos continuar prestando serviços ambientais ao país e ao mundo. O meio ambiente de qualidade exige investimento financeiro. Nós não temos como discutir a agenda ambiental sem entender as pessoas, as necessidades das pessoas e aí o olhar nesse aspecto é sempre voltado â Amazônia”, explicou Lazzaretti.

 

Imagem positiva

 

A presidente acrescentou ainda que a expectativa é que a  COP 26 possa  auxiliar o Brasil a criar uma   imagem positiva no trabalho ambiental desenvolvolvido pelos estados, desmistificando dados que, segundo ela, “ são sempre veiculado de forma talvez inadequada”.

A tentativa de desvinculação da imagem da questão ambiental no Brasil, ocorre dias após o ativista e ator Leonardo de Caprio, usar o Twitter para elogiar o trabalho prol Amazônia dos governadores do Amazonas, Wilson Lima (PSC), do Pará, Helder Barbalho (MDB), e do Amapá, Waldez Góes (PDT).

O titular a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Amazonas (Sema), Eduardo Taveira, destacou que a marca Amazônia tem sido uma peça-chave para que o Estado tenha espaço para novos financiamentos. Para isso é preciso um plano desafiador como o ingresso no Race To Zero, - corrida para o zero, em tradução literal - que convida os estados a zerarem as emissões de carbono até 2050.

Taveira também indica que a nova administração federal do Meio Ambiente, agora sob a coordenação de Joaquim Leite, tem buscado reatar linhas de comunicação que haviam sido perdidas ao longo da gestão de Ricardo Salles.

 

“O governo do Amazonas assumiu os compromissos internacionais como o Race to Zero que é para zerar as suas emissões líquidas com políticas públicas que possam garantir essa oportunidade e buscando alternativas de compatibilizar o crescimento econômico do primeiro setor e  o apoio as comunidades tradicionais ribeirinhas e indígena para que essas atividades garantam que é a pauta da Adema aqui no Amazonas: o caminho para tirar as pessoas da pobreza para que as pessoas possam pensar a longo prazo, porque quem tem fome não pensa em longo prazo. Reverter esse fluxo da pobreza é fundamental para que a gente possa ter um futuro mais sustentável”, declarou o secretário.

 

Desempenho

 

O bom desempenho  ambiental do Amazonas em relação ao meio ambiente colaborou, por exemplo, para a facilitação do empréstimo de US$ 80 milhões, o equivalente a R $ 416 milhões, para investimentos  no Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamim), por meio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).



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