Terça-feira, 21 de Maio de 2019
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‘Estamos olhando com bastante atenção para 2014’, diz Senador Eduardo Braga

Líder da presidente Dilma Rousseff, no Senado, o parlamentar do Amazonas afirma acompanhar a política do Estado e afirmou que torce para que Artur Neto tenha êxito na administração municipal



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Senador Eduardo Braga
13/01/2013 às 14:55

Fora do noticiário político local desde as eleições do ano passado, o senador e líder da presidente Dilma Rousseff (PT), Eduardo Braga (PMDB) declarou que, mesmo à distância, tem acompanhando com atenção tudo que acontece em Manaus e estará na cidade no final deste mês para conversar com os “companheiros”. O senador afirmou que é cedo para falar de alianças para a disputa do Governo em 2014, mas que as conversas preliminares já iniciaram.

O ex-governador disse que está na torcida para que a nova gestão da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM) tenha êxito “porque ele (Braga) é do bem”. Em entrevista por telefone ao jornal A CRÍTICA na sexta-feira, o senador analisou a política nacional, as vitórias da bancada do Amazonas no ano de 2012, os 30 anos dele na vida pública e o resultado das urnas que derrotaram a candidata escolhida por ele para disputar a PMM, Vanessa Grazziotin. Confira trechos abaixo.

O senhor acha que o senador Renan Calheiros vai ser o novo presidente do Senado?
A decisão pelo nome dele vai depender de uma reunião da bancada do PMDB, que deverá ocorrer no dia 23 ou 24 de janeiro. Até agora, Renan é o único que se colocou como candidato dentro do PMDB.

A escolha é positiva para o PMDB?
Para o partido é uma consolidação sair o presidente (José) Sarney e entrar um outro senador do PMDB. Para o senador Renan também seria positivo porque ele retornaria à presidência depois de ter vivido várias situações no passado. O PMDB com essa composição teria ao mesmo tempo a presidência do Senado e Henrique Alves (PMDB) na presidência da Câmara.

O nome de Renan Calheiros agrada à presidente Dilma?
A presidenta vê a disputa como uma questão interna da bancada do PMDB e a bancada do PT irá acompanhar a do PMDB, como é tradição.

O PR do senador Alfredo Nascimento terá uma reunião, com a presidente para tratar da volta da sigla à base aliada. Terá dificuldades?Não. Devem sim chegar a um entendimento para a recomposição do PR com o Governo. O que se vê no dia a dia da política nacional, seja na Câmara ou no Senado, é um PR bastante solidário e companheiro das proposta do Governo.

Qual a sua opinião sobre o movimento dos atores políticos tendo em vista a eleição presidencial de 2014?
 No PSDB há uma disputa ente o ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves, que compete aos tucanos equacionar. Vejo que a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva tem o direito legítimo de disputar a presidência e busca um espaço próprio. Já a candidatura da presidenta Dilma é algo consolidado. Creio que há um movimento claro na opinião publica e na população no sentido de que a presidenta possa concluir um projeto iniciado pelo ex-presidente Lula que vem obviamente conquistando melhorias para o País.

 O senhor acha que o partido que a ex-senadora Marina Silva pretende criar vai se estruturar até 2014?
Seria muito mais natural que a ex-ministra se somasse a um partido existente. Depois do PSD, tem pouco espaço para um novo partido representativo no País. Quanto tempo faz que o senhor não vem a Manaus?Fui no dia 25 para Manaus. Fiquei com os meus sogros e o resto da minha família. Revi alguns amigos e depois, entre os dias 26 e 31, saí para descansar.

Quando o senhor virá novamente a Manaus?
Devo estar entre janeiro e fevereiro para conversar com os nossos companheiros.Como o senhor se mantém informado sobre o que se passa em Manaus? Sempre acompanho as notícia de Manaus de perto desde que comecei na vida pública. Parece que não, mas ano passado completei 30 anos de vida pública. Torço para o quanto melhor, melhor. Não sou daqueles que torcem pelo pior. Eu sou do bem. Eu quero o bem.

Como avalia os 30 anos?
Olha, eu já fui muito mais longe do que podia imaginar. Sinceramente, quando comecei em 1982, como vereador jamais sonharia que ia chegar a prefeito, governador por duas vezes, senador e líder da presidenta. Eu tenho é que dobrar meu joelho pela oportunidade que Deus e o povo têm me dado. É esse o meu espírito. Sempre respeitei os resultados das urnas. Já ganhei e perdi eleições. Sempre com muita humildade procurei entender o que o povo queria expressar nas urnas. Eu me forjei na democracia, no debate. Sou oriundo dessa geração e torço para que tudo dê certo e Manaus avance. Eu me elegi senador com mais de um milhão de votos. Isso me dá um peso de uma responsabilidade tão grande.

O senhor tem mantido contato com o os políticos do interior do Estado?
 Fui muito procurado em dezembro. Devo ter atendido uns 40 prefeitos. O PMDB elegeu 17 ou 18. Os prefeitos dos outros partidos que me procuraram, eu busquei e conseguimos ajudar a todos intensamente com emendas. O ano de 2012 se encerrou com um balanço positivo.

Destaque para a guerra fiscal?
Sim. Tivemos o término da guerra dos portos no dia 1º de janeiro e conseguimos que a proposta do ICMS interestaduais desse um tratamento diferenciado ao Polo Industrial de Manaus. O Amazonas e Mato Grosso do Sul serão os únicos com alíquota diferenciada de 12%. Acho que em 2012 tivemos muito trabalho e muitas vitórias.

Como o PMDB se movimenta e observa o movimento de outras peças para a disputa eleitoral pelo Governo do Estado em 2014?
Acho que está cedo com relação à questão de aliança. O que tem que ser feito agora são conversas preliminares e estamos conversando com todo mundo. Com os nossos tradicionais aliados e estamos conversando com novos partidos manifestando interesse em estabelecer uma aliança. Estamos olhando com bastante atenção para 2014. Queria até deixar muito claro...

O quê?
O PMDB não tem nenhuma obsessão pelo poder. Queremos ajudar na construção de um projeto vitorioso e positivo para o Amazonas. Não atuamos na causa individual de ninguém.

O senhor falou em aliança com novas siglas, quais são?
O PSD e outros partidos que ainda estamos discutindo. Tudo é muito preliminar.

No final do ano, o comentário era que o senhor teria dito que se o Proama fosse entregue de graça à concessionária preferia que tirassem o seu nome da placa de inauguração...

Isso é intriga pequena da política local. Isso não tem importância. O importante é que o povo não sofra mais com a falta de abastecimento. Quando eu tomei a decisão de enfrentar a imoralidade de vivermos com meio milhão de pessoas sem água tratada ao lado da maior bacia hidrográfica do mundo, isso insultava a minha inteligência, a minha alma. Eu ter que ver as pessoas sendo obrigadas a comprar água de carro pipa com coliforme fecal e temos o Proama pronto há mais de ano.



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