Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Estiagem pode aumentar casos de doenças em municípios afetados

Não bastassem as dificuldades em decorrência da falta de chuvas, que vem provocando prejuízos para os produtores rurais e deixando municípios, até mesmo, sem  água potável, agora são as doenças que preocupam



1.jpg Em Presidente Figueiredo falta água potável em parte das comunidades. Abastecimento está sendo feito com carros-pipa
24/02/2016 às 07:18

A população dos quatro municípios amazonenses em situação de emergência por causa da estiagem que atinge a região do rio Negro deve ficar em alerta. O tempo seco e a falta de chuvas aumentam os casos de doenças agudas e de transmissão vetorial, principalmente em crianças, entre elas a malária, considerada o maior problema de saúde pública do Amazonas. A informação é do diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque.

A falta de chuva vem secando rios, igarapés, lagos e açudes, deixando comunidades sem acesso a água potável. Se, por um lado, a estiagem fora de época ajuda a combater os focos e a  do mosquito Aedes aegypti, -  transmissor da dengue, Chikungunya e Zika vírus - que precisa de água parada para se reproduzir, por outro esse tempo seco facilita a proliferação do mosquito Anopheles, transmissor da malária, que evolui melhor com a seca.

“O mosquito da malária procria em mananciais, córregos, rios, lagos, entre outros, e as chuvas atrapalham essa reprodução porque levam os ovos. A estiagem promove a estabilização desses criadouros naturais, consequentemente, num período de seca a probabilidade de contaminação é maior, justamente pelo aumento de criadouros”, explicou.

Além disso, explica ele, nos locais onde há dificuldade no acesso a água potável, como ocorre em Presidente Figueiredo (a 117 quilômetros da capital), aumentam os casos de infecções por vírus e bactérias, uma vez que as pessoas acabam procurando água em locais onde não há tratamento.  Daí a importância da distribuiçaõ do hipoclorito de sódio às famílias afetadas pela estiagem, medida adotada pelo Governo do Estado, diz Bernardino.  “O hipoclorito é usado para purificar a água”.

Donativos

Outra medida adotada pelo Esatdo é o envio de ajuda humanitária e aporte financeiro para Presidente Figueiredo, Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira. Os quatro municípios estão sofrendo com desabastecimento de água potável, gênero alimentício e combustível por causa da seca. Além de 200 toneladas de alimentos não perecíveis,  as famílias dessas regiões também receberão kit's de higiene e de medicamentos, redes, mosquiteiros, água potável e caixas d'água, entre outros.

Saiba mais

Ao contrário do rio Negro, o Juruá entrou em situação de alerta por causa da grande quantidade de chuva que cai naquela região. De acordo com o secretário da Defesa Civil do Amazonas, Fernando Pires Júnior, técnicos do órgão estão no Alto Juruá monitorando a situação de cada comunidade e realizando levantamento sobre os municípios em situação de alerta.

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