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Estrutura para combater incêndios no interior do AM ainda é insuficiente

Defesa Civil aponta que estrutura de combate a incêndios nos municípios do interior é insuficiente para controlar número de focos 30/10/2015 às 09:50
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Os equipamentos entregues ontem devem otimizar o combate a incêndios
acritica.com ---

“Não há homens suficientes nos órgãos responsáveis pelo combate às queimadas no Amazonas. O aumento de focos ativos de queimadas nos meses de agosto e setembro, além da permanência de fumaça tanto na capital como em áreas metropolitanas, nos pegou de surpresa”, a afirmação é do secretário da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Junior, e reflete bem o nível de preocupação com o número recorde de queimadas, registrado este ano.

O secretário fez essa revelação - com aparente surpresa - na manhã de ontem, durante a entrega de 1.112 novos equipamentos de combate a incêndio florestal ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas.

De acordo com Pires, como prevenção para os próximos anos, o Corpo de Bombeiros, em ação conjunta com os municípios do Amazonas, estão investindo na formação de brigadistas para atuarem no combate às chamas. “Essa é uma forma de nos mantermos preparados, de expandir o trabalho do combate. Não podemos afirmar que temos a presença de brigadistas em todos os municípios. Isso que ocorreu neste ano foi uma cituação atípica, mas fica como legado para nos prepararmos para uma situação futura, para que, quando ocorrer um sinistro como esse, nós possamos atuar e ter um plano emergencial”, reforçou.

“A verdade é que a única situação que sabíamos era da presença do El Niño (fenômeno causado pelo aquecimento das águas do oceano pacífico e provoca o enfraquecimento dos ventos alísios na região), mas ninguém sabia que ele puderia ajudar tanto no aumento das queimadas, como também na permanência da fumaça na capital”, explicou o secretário.

Reflexos

Os danos à saúde são um dos principais reflexos da fumaça apontados pelo secretário. Conforme Pires, a população ficou prejudicada com a presença constante da fumaça. Ele disse que, além do combate, há campanhas direcionadas para os cuidados com as queimadas, sem falar na fiscalização.EntregaPara reforçar o combate às queimadas, a Defesa Civil do Amazonas entregou, ontem, 1.112 novos equipamentos de combate a incêndio florestal ao Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas. Os equipamentos foram adquiridos por meio de um destaque orçamentário no valor de R$ 290 mil, concedido pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) para ação de controle do fogo nos 12 municípios em situação de Emergência: Manaus, Autazes, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Manaquiri, Novo Airão, Presidente Figueireido e Rio Preto da Eva.

De acordo com comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Amazonas, Fernando Sérgio Luz, este material deve aumentar o combate como também na formação dos brigadistas. “Quando se faz um combate ao incêndio na floresta sem os equipamentos, respira-se muito monóxido de carbono e, logo, teremos problemas respiratórios. Já, com o equipamento, temos como conseguir um prolongamento da ação do homem”, reforçou.

Região metropolitana

Pelo menos 80 dos novos brigadistas da região metropolitana que estão sendo formados pelo Corpo de Bombeiros deverão receber esses equipamentos. Com os dados obtidos pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), o comandante reforçou que a região metropolitana continua a concentrar a maioria dos focos.

“A Sema realiza, junto com a Defesa Civil do Estado, o monitoramento das queimadas, após isso os Bombeiros são acionados. Estamos realizando a formação desses brigadistas para estarmos preparados para o próximo ano”, completou.

De acordo com dados do monitoramento do Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe), as queimadas começaram a reduzir no Amazonas. Nos primeiros 27 dias de setembro, o número de focos de incêndio ativos chegou a 5.480. Até ontem, o Inpe registrou, no mês de outubro, 2439 focos de incêndio ativos.

Em números

R$ 1.280 foram aprovados pelo fundo Estadual do Meio Ambiente para serem investidos na compra de mais equipamentos de combate às queimadas e incêndios destinados aos brigadistas. Ao todo, 280 brigadistas a mais devem receber os equipamentos.

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