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Estudante da UEA se prepara para etapa mundial de concurso da NASA

--- 17/05/2013 às 08:28
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Dilermando (segundo à esquerda) explica que , na fase atual, o trabalho do grupo é divulgar o experimento na internet
Ana Celia Ossame Manaus, AM

Desenvolver uma estufa automática com o objetivo de usá-la em uma futura missão para a lua ou marte, para assim fornecer alimentos de forma constante missões de longa duração. Com esse projeto, o estudante do curso de Engenharia da Automação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Dilermando Ferreira, 21, é do grupo finalista do International Space Apps Challenge (Desafio Internacional Space Apps), competição de cooperação internacional desenvolvida pela Agência Espacial Americana (Nasa), na Itália, onde estuda por integrar o programa Ciência Sem Fronteiras, do Governo Federal.

“Na competição, foram escolhidos os dois melhores projetos e foi uma surpresa porque o nosso grupo ficou sendo o número um, o melhor de Roma”, afirmou o estudante, destacando que esse fato aumenta a responsabilidade do grupo de melhorar o projeto para a fase mundial do desafio.

Preparando—se para a etapa mundial, Dilermando compete juntamente com um grupo de estudantes formado por um brasileiro, uma chinesa, um indiano e estudantes italianos. Segundo ele, a competição ocorreu simultaneamente em diversas cidades do mundo, com um total de 9.147 participantes, sendo o segundo a ser realizado no mundo e a primeira vez com a participação da Itália, país que escolheu para fazer o intercâmbio por ter parentes morando lá.

Desafios

Na competição, foram propostos mais de 50 desafios nas áreas de software, hardware, citizen science e data visualization. “Com uma colega chinesa da minha universidade italiana e com alguns colegas italianos da Università La Sapienza formamos um grupo e resolvemos desenvolver uma solução para o desafio Deployable Greenhouse”, disse ele, estudante da universidade italiana Universitàdi Roma Tor Vergata. O trabalho foi dividido em subgrupos e ele ficou responsável pelos sistemas de energia. “Tivemos que avaliar as melhores fontes de energia (solar, eólica, nuclear etc), e como adaptá-las tendo em mente as características de Marte”, contou Dilermando.

Além das pesquisas, os participantes do grupo criaram um texto apresentando o projeto, duas apresentações e um vídeo de dois minutos. “O ponto principal era criar uma documentação que descrevesse o nosso trabalho nesses dias e o vídeo era uma exigência”, observou.

Agora, Dilermando explica que o principal objetivo do grupo é divulgar a página do projeto na Internet, pois uma das categorias em que estão concorrendo é o voto popular. É possível votar no nosso projeto acessando a página: http://spaceappschallenge.org/project/green-on-the-red-planet/. “Nessa página é possível ter acesso a todos os dados do projeto, pois o objetivo principal do desafio não é a competição, mas a colaboração entre as pessoas ao redor do mundo”, finalizou ele, pedindo aos amazonenses que visitem a página para conhecer o projeto e se desejarem, voteme se inspirem para participar de programas como o Ciência Sem Fronteiras, lançado pelo Governo Federal no ano passado.

O ensino médio foi fundamental

Ex-aluno da Fundação Bradesco e da Fundação Nokia, Dilermando Ferreira foi aprovado para o curso técnico em Mecatrônica no ano de 2007. “Esses três anos do ensino médio foram de muito trabalho, pois além de estudar as disciplinas normais, como Matemática e Física, também tínhamos as disciplinas do curso técnico”, explicou ele, lembrando ter sido um período de amadurecimento o preparou da melhor forma possível para a vida universitária, para a qual entrou no final de 2009, quando foi aprovado na UEA e na Ufam (Universidade Federal do Amazonas) para estudar engenharia.

“Como quis continuar os meus estudos na área de Mecatrônica escolhi o curso de Engenharia de Controle e Automação da UEA. O fato de ter amigos estudando nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Austrália e em vários outros países por meio do programa Ciências Sem Fronteiras, do Governo Federal, reforçou a ideia dele de fazer o intercâmbio que acontece na universidade em Roma.

Na capital italiana, Dilermando estuda na Universitàdi Roma Tor Vergata, uma das mais tradicionais instituições da Itália.

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