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Cotidiano
Descaso

Estudante desloca mandíbula em acidente e aguarda cirurgia há um ano

O acidente ocorreu em Parintins. Como o hospital do município não tinha condições para tratar a fratura de Diego, o estudante foi transferido para a capital, onde foi internado no Hospital e Pronto João Lúcio 01/09/2016 às 10:27
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Na casa da tia, em Manaus, Diego conta que tem dificuldade até para comer (Foto: Evandro Seixas)
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Há quase um ano o estudante Diego Wendrel da Silva de Oliveira, 18, convive diariamente com dificuldades para se alimentar e falar, sem falar nas dores na mandíbula, deslocada após um acidente em novembro de 2015. Desde então, a família de Diego tenta marcar a cirurgia do estudante na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ), mas o caso vem se arrastando mediante justificativas da unidade de que falta de material cirúrgico para realizar o procedimento.

O acidente ocorreu em Parintins (a 325 quilômetros de Manaus). Como o hospital do município não tinha condições para tratar a fratura de Diego, o estudante foi transferido para a capital, onde foi internado no Hospital e Pronto Socorro Doutor João Lúcio, na Zona Leste. “Ele chegou em Manaus com apenas 15% de sangue no corpo”, relatou a tia do estudante, Rosa Maria Machado, 49.

Segundo ela, Diego recebeu alta após cinco dias internado e a família foi informada que seria necessário realizar a cirurgia na mandíbula, porém precisava procurar uma vaga na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ). “Desde que ele recebeu o encaminhamento para o Adriano Jorge, todos os meses procuramos agendar consultas e a cirurgia. Ele ficou indo ao hospital durante seis meses e, toda vez que era agendada uma data para cirurgia, o hospital informava que faltava algum tipo de material e remarcavam”, contou Rosa Maria.

A família chegou a procurar o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) para realizar o procedimento, mas a espera continua. “No caso do hospital universitário, a informação que recebemos é que falta a liberação de uma máquina pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para poder realizar a cirurgia. Antes era a falta de material cirúrgico, agora o problema é com a máquina”, detalhou Rosa.

Cansado de esperar, o estudante pensa em desistir da cirurgia. “Estou há um ano sem estudar. Isso tem sido frustante, sinto dores, meu rosto ficou deformado e tenho muita dificuldade para me alimentar. Se for para ficar parado aqui em Manaus, prefiro ficar em casa, em Parintins”, disse Diego.

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