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Estudantes criam impressora 3D para a 11ª Feira Tecnológica da Fucapi, em Manaus

O equipamento será exposto na feira, que será realizada nesta quinta (30) e sexta-feira (31), na sede da instituição no Distrito Industrial, Zona Sul da capital 30/10/2014 às 12:40
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O professor Glauco Aguiar e os 37 alunos envolvidos no projeto decidiram fabricar o equipamento sem saber ao certo se funcionaria
FLORÊNCIO MESQUITA Manaus-AM

Estudantes de Eletrônica Digital da Fucapi criaram uma impressora 3D capaz de reproduzir qualquer objeto e forma que podem ser utilizados em uma infinidade de áreas, tais como a Medicina e Educação. Eles construíram o equipamento usando apenas materiais encontrados em Manaus, num prazo de três meses, período suficiente para a pesquisa e execução do projeto.

Entre os itens criados na impressora 3D, apenas nas últimas duas semanas, prazo que o equipamento passou a funcionar e obteve total precisão, estão um crânio, coluna vertebral, uma mão humana articulada, além de uma miniatura da torre Eiffel, símbolo de Paris, na França.

A iniciativa de produzir um equipamento local teve um custo total de R$ 2,5 mil, sendo que uma impressora 3D no mercado brasileiro custa em torno de R$ 8 mil, segundo o professor Glauco Aguiar. Ele é o orientador dos alunos no projeto, criado inicialmente para ser exposto na 11ª Feira Tecnológica da Fucapi, que será realizada hoje e amanhã, na sede da instituição no Distrito Industrial, Zona Sul.

De acordo com a coordenação do evento, mais de oito mil visitantes devem passar pela feira, sendo que todos os projetos são relacionadas à inovação e tecnologia aplicáveis ao setor produtivo.

Superação

Segundo Glauco, a impressora 3D está entre os cinco equipamentos mais falados e rentáveis do País na atualidade. Depois de uma discussão sobre opções, Glauco e os 37 alunos envolvidos no projeto decidiram fabricar o equipamento sem saber ao certo se funcionaria.

O professor explicou que a principal dificuldade foram os itens necessários para construir uma impressora 3D, que são difíceis de encontrar no mercado, principalmente em Manaus. Ele completa que a maioria das impressoras 3D que existem são caras e complexas. Contudo, os alunos se dedicaram a pesquisa e conseguiram a proeza de construir uma impressora 3D eficiente e precisa.

Ele ressaltou que o equipamento pode ser usado para modelar qualquer objeto, a cargo da imaginação. Além da Medicina, a impressora pode contribuir muito para a educação, seja para universitários que precisam estudar membros do corpo humano ou para crianças com deficiência visual que ainda não aprenderam a ler Braille. Glauco e os alunos criaram páginas de um livro para crianças com deficiência visual baseados num projeto de livro com histórias infantis desenvolvido pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. “Por mais que uma criança de três a quatro anos ainda não tenha aprendido a ler em Braille, pode sentir as figuras em alto relevo, de paisagens e personagens, e entender tudo”, disse.

Prótese

Questionado sobre a prótese de mão humana criada pelos alunos, Glauco disse que é um dos grandes feitos da tecnologia 3D que surgiu para mudar vidas. Em alguns países, alunos de instituições de ensino superior como a University of Central California, nos Estados Unidos, usaram impressoras 3D para construir próteses de braço e mão biônica para crianças que nasceram sem um dos membros. Outro exemplo é de uma menina escocesa que nasceu sem uma mão e recebeu uma modelada em impressora 3D. “Foi uma grande conquista e para o futuro a tendência e avançar mais. Estamos abertos a propostas e quem sabe alguma empresa do distrito Industrial se interessa. A impressora 3D pode ajudar muito em vários campos e o que desejamos é que ela se torne acessível para todos com baixo custo”, disse.

Modeladas em camadas

Impressão 3D, conforme o professor Glauco Aguiar, é chamada também de prototipagem rápida, que cria um modelo tridimensional por camadas sucessivas de material, a partir da leitura de um arquivo ou projeto. Os objetos são criados com camadas que podem ser material em pó, líquido ou plástico. Elas são unidas automaticamente, dando precisão a forma final do objeto.

De acordo com o professor, o projeto da impressora 3D é controlado por Arduíno,uma plataforma de eletrônica de hardware livre que permite uma infinidade de linguagem de programação. Ele explicou que o Arduíno foi concebido para criar ferramentas acessíveis e com baixo custo, o que facilita iniciativas como a dos alunos que criaram a impressora 3D.

“A impressora 3D pode ajudar muito em vários campos e o que desejamos é que ela se torne acessível para todos com baixo custo”, disse.

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