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Estudantes de engenharia do AM participam de competição nacional de aeromodelismo

Encontro reunirá universitários do Brasil e do exterior (Venezuela, México, Peru e Polônia) entre 30 de outubro e 2 de novembro, em São José Campos/SP; equipe da UEA teve modelo classificado para disputa 25/09/2014 às 10:44
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No ano passado, 97 equipes compareceram à competição
ACRITICA.COM ---

Duas equipes formadas por estudantes de engenharia do Amazonas e Pará irão representar a região Norte na 16ª Competição SAE BRASIL AeroDesign, que será realizada entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro, no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, SP. Para disputar a competição, os 30 estudantes trabalham na construção de aeronaves radiocontroladas, projetadas e construídas em escala reduzida.

Ao todo, 95 equipes inscreveram-se para a competição: 87 do Brasil e oito do Exterior – Venezuela (quatro), México (duas), Peru (uma) e, pela primeira vez, Polônia (uma). Todas as equipes, que reúnem mais de 1,3 mil participantes, entre estudantes, professores orientadores e pilotos, foram desafiadas a projetar e construir aviões radiocontrolados como projeto extracurricular em suas instituições de ensino.

A competição contempla três categorias de aeronaves: Classe Regular (64 equipes), Classe Advanced (cinco equipes) e Classe Micro (26 equipes). O objetivo é que cada aeronave transporte o maior peso de carga durante o voo, de acordo com a categoria.

Amazonas

O estado será representado pela equipe Urutau AeroDesign, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Capitaneada por Erika Ramos Teixeira, a equipe estreará na competição, com monoplano de asa alta, empenagem convencional, trem de pouso triciclo e motor em configuração tractor. Da Classe Regular, o projeto utiliza isopor, fibra de vidro, compensado, balsa e longarinas de alumínio. Um dos pontos fortes do avião, segundo a capitã, é a simplicidade. “Com esse foco pretendemos alcançar uma boa colocação neste ano e ganhar experiência para as próximas competições”, afirma Erika, que cursa engenharia mecânica e se considera apaixonada pela aviação.

Pará

A equipe Uirapuru Shield, da Universidade Federal do Pará (UFPA), é da Classe Micro. Veterana, trabalha na construção de um monoplano com asa retangular e perfis feitos de depron (material plástico do mesmo tipo do utilizado em bandejas de frios), trem de pouso convencional feito de fibra de carbono, fuselagem construída em palito de pinho com cavernas hexagonais, e motor elétrico. “Utilizamos fibra de carbono por conta da resistência e do baixo peso específico. Empregamos madeira balsa pelos mesmos motivos, além da boa usinabilidade. Já o depron em razão do baixo peso específico, da boa usinabilidade, do baixo custo e da alta disponibilidade”, lista Gleydson Santos, capitão da equipe. Segundo ele, o ponto forte do avião é a facilidade de construção e manutenção dos principais componentes, como asa e fuselagem, além do baixo custo de fabricação.

No ano passado, duas equipes da região Norte se inscreveram na competição, ambas do Pará.

Provas

Em São José dos Campos, as avaliações e a classificação das equipes serão realizadas em duas etapas: Competição de Projeto e Competição de Voo, conforme o regulamento baseado em desafios reais enfrentados pela indústria aeronáutica e disponível no site da SAE BRASIL – www.saebrasil.org.br.

Ao final do evento, duas equipes da Classe Regular, uma da Classe Advanced e uma da Classe Micro, que obtiverem melhores as pontuações, ganham o direito de representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em 2015, nos EUA, onde equipes brasileiras acumulam histórico expressivo de participações: sete primeiros lugares na Classe Regular, quatro na Classe Advanced e um primeiro lugar na Classe Micro. A SAE East Competition é realizada pela SAE International, da qual a SAE BRASIL é afiliada.

Organizado pela Seção Regional São José dos Campos, da SAE BRASIL, o Projeto AeroDesign é um programa de fins educacionais que tem como principal objetivo propiciar a difusão e o intercâmbio de técnicas e conhecimentos de engenharia aeronáutica entre estudantes e futuros profissionais da engenharia da mobilidade, por meio de aplicações práticas e da competição entre equipes, formadas por estudantes de graduação e pós-graduação (stricto sensu), de Engenharia, Física e Tecnologia relacionada à mobilidade.

“A introdução de novas tecnologias e sua aplicação sistêmica para finalidades sociais e econômicas é a filosofia que norteia as competições de engenharia da SAE BRASIL, com as quais visamos estimular os estudantes para a inovação e ajudá-los na qualificação exigida pela indústria”, afirma o engenheiro Ricardo Reimer, presidente da SAE BRASIL.

Regulamento

Os aviões da Classe Regular e da Classe Advanced poderão transportar qualquer tipo de material como carga útil, exceto chumbo. Já as aeronaves da Classe Micro deverão transportar bolinhas de tênis. Nas três categorias, as aeronaves deverão decolar em distância máxima de 61 m.

Para competir na Classe Regular, as aeronaves devem respeitar uma limitação de área projetada (vista superior), cuja somatória não pode exceder 0,775m². São permitidas apenas aeronaves monomotores – e o motor deve ser selecionado entre cinco indicados no regulamento.

Na Classe Advanced, a única restrição de projeto é o peso vazio da aeronave, que não poderá exceder 3 kg. A seleção do número de motores e do tipo do motor é totalmente livre, podendo ser a combustão ou elétrico.

Na Classe Micro, as bolas de tênis a serem transportadas deverão estar em compartimento fechado e não poderão estar presas entre si. Todas as aeronaves devem carregar a mesma carga em todos os voos: 40 bolinhas. A pontuação de voo será dada de acordo com o peso vazio da aeronave e o número de voos que a equipe conseguirá realizar com sucesso. Para esta categoria não existem restrições geométricas nem ao número de motores, todos elétricos, porém a equipe deverá ser capaz de transportar a aeronave desmontada em caixa de 0,175m³.

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