Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
INTERNACIONAL

Estudantes do AM apresentam projeto de alfabetização científica, em Portugal

O Congresso Internacional de 'Pedagogia e Educação em Tempos Incertos', vai contar com a participação dos alunos do 6º ano da Escola Estadual Nathália Uchôa



njdsanjajn_9E66406B-D229-4F81-BEAA-81ED0BF9F9D1.JPG Foto: Érico Xavier / Fapeam
12/08/2019 às 17:15

Estudantes do 6º ano da Escola Estadual Nathália Uchôa, localizada no bairro Japiim 2, na Zona Sul de Manaus, irão apresentar os resultados do projeto “Guardiões do Patrimônio”, em três congressos, dois nacionais e um internacional, a serem realizados nos próximos meses em Salvador (BA), Fortaleza (CE) e em Portugal. O projeto é desenvolvido com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam),  via Programa Ciência na Escola (PCE).

O projeto foi aprovado para apresentação no XII Seminário Nacional de Formação dos Profissionais da Educação da Anfope/40° Encontro Nacional do Forumdir, que ocorrerá de 16 a 19 de setembro, em Salvador (BA); no III Congresso Internacional de Pedagogia Educação em Tempos Incertos em Braga,  a ser realizado de 10 a 12 de outubro, em Portugal; e no VI Congresso Nacional de Educação (Conedu), que acontece em Fortaleza (CE), no período de 24 a 26 de outubro, todos este ano.

O projeto, coordenado pela professora Denise Gomes, os estudantes têm a oportunidade de conhecer, a partir da perspectiva artística, da educação patrimonial e da alfabetização científica, vários patrimônios no Centro Histórico de Manaus, como o Teatro Amazonas, Largo de São Sebastião e Palácio da Justiça, além da Universidade Federal do Estado do Amazonas.

“Esses congressos vêm para somar e também para mostrar o quão importante são os projetos do PCE, porque esses desdobramentos fazem com que possamos  compartilhar não apenas experiência desse projeto, mas mostrar também que a educação aqui no nosso estado é de qualidade”, afirmou Denise.

Segundo a pesquisadora, a ideia do projeto surgiu a partir dos estudos sobre as dimensões da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que tem como novidade o objeto de conhecimento “Patrimônio Cultural”, dentro da unidade temática Artes Integradas. Nela constam diversos desdobramentos, e um deles é  o estudo dos patrimônios materiais e imateriais, que foi o foco dos alunos.

Etapas 

Conforme a professora,  a metodologia utilizada foi a de Maria de Lurdes Parreira Horta, teórica da Universidade de São Paulo (USP), que consiste em quatro etapas: leitura e observação, registro, exploração e apropriação.

A primeira etapa preparou teoricamente os alunos para as visitas, por meio de leituras e observações sobre os patrimônios culturais. Em seguida, foram feitos registros  sobre o que foi visto e estudado de forma didática e criativa, tomando processos artísticos diversos – como desenho, fotografia e pintura – como base.

Paralelamente, os bolsistas realizaram uma investigação sobre a percepção que os demais colegas de classe têm sobre patrimônio cultural material, imaterial e arqueológico, para levantar hipóteses, discussões, questionamentos sobre os resultados da observação e das opiniões dos alunos.

Já as fases finais foram mediadas por procedimentos científicos e exploração artística, e marcadas por oficinas de ressignificação dos patrimônios culturais visitados, ampliando o conhecimento sobre eles.

Iniciação Científica Júnior 

Os estudantes Daniel Zacarias Pinheiro Jardim e Eduardo Cunha da Costa, do 7º e 6º, respectivamente, participaram pela primeira vez de um projeto de iniciação científica júnior, e avaliaram de forma positiva a experiência, principalmente por contribuir  com o conhecimento cultural maior sobre a cidade.

“A parte de que eu mais gostei foi de descobrir novas coisas, sair para conhecer mais, de ajudar também a imagem cultural da nossa cidade. Esse foi o primeiro projeto que participei, mas espero participar de outros”, disse Eduardo.

Para Denise, o PCE é um programa importante por incentivar os alunos ainda na educação básica a ter o contato com projetos de iniciação científica júnior.

“O PCE é de extrema relevância. A Fapeam é uma fundação que realmente ampara a pesquisa no Amazonas, não só com projetos de Ensino Superior, mas também de nível básico. Com o projeto, um aluno do 6º ano teve a capacidade de desenvolver sua fala, sua oratória, além da criticidade. Isso tudo é muito importante não só para a pesquisa, mas para a vida deles”, contou.

PCE 

O Programa Ciência na Escola apoia a participação de professores do 5º ao 9º ano do Ensino Fundamental, da 1ª à 3ª série do Ensino Médio e suas modalidades: Educação de Jovens e Adultos, Educação Escolar Indígena, Atendimento Educacional Específico e Projeto Avançar, em projetos de pesquisa a serem desenvolvidos em escolas públicas estaduais do Amazonas e municipais de Manaus.

Desenvolvido pela Fapeam, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Secretaria Municipal  de Educação (Semed Manaus), o programa tem como objetivo despertar a vocação científica e incentivar talentos entre os estudantes de ensino público, bem como contribuir para o processo de formação continuada dos professores.

*Com informações da assessoria

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