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Estudantes do AM apresentam projetos transformadores na Semana Nacional de Ciência

A SNCT é realizada em todo o País com grandes projetos e encerra nesta sexta-feira (6), em Manaus, no Sesi, na avenida Cosme Ferreira, Zona Leste 07/11/2014 às 13:13
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O Simcode é um dispositivo que orienta o comandante da embarcação quanto aos obstáculos do rio, carga e passageiros
FLORÊNCIO MESQUITA Manaus (AM)

O primeiro dia da 11ª edição da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) em Manaus foi de sucesso para expositores na apresentação de projetos tecnológicos voltados para a Região com a presença de milhares de pessoas que prestigiaram o evento.

A SNCT é realizada em todo o País e encerra hoje, em Manaus, no Clube do Trabalhador do Amazonas “João de Mendonça Furtado” (Sesi), na avenida Cosme Ferreira, Zona Leste.

São 43 estandes, dos quais dez de empresas e 33 de instituições. Entre as novidades que chamam a atenção, estão os projetos de estudantes do ensino médio e técnico de instituições públicas e privadas. Alunos da fundação Nokia, por exemplo, levaram oito diferentes projetos para o evento, todos com aplicação prática para problemas do cotidiano. Um deles é o Simcode, um dispositivo criado para aumentar a segurança e auxiliar a navegação de embarcações regionais nos rios da Amazônia. O projeto criado pelos finalistas de eletrônica da fundação Arlley Gabriel Dias, Igor Filipe Milani e Márcio Angelim Júnior foi testado e aprovado pelo público durante o evento numa embarcação em miniatura.

O dispositivo comunica o capitão da embarcação, por meio de circuitos eletrônicos, três riscos de acidentes que podem ser evitados. O primeiro é o controle de distância que indica a presença de qualquer objeto que esteja no caminho da embarcação. Desta forma, o capitão pode desviar do objeto como um tronco de árvore, por exemplo, comum em determinadas épocas do ano nos rios e evitar uma colisão. O Simcode também monitora o peso da embarcação que pode ser ocasionado por excesso de passageiro ou carga. Por último, o equipamento controla o nivelamento da embarcação e avisa ao capitão o grau e o lado da inclinação para ser corrigido, evitando que o barco vire e depois naufrague.

Segundo Igor, as informações são passadas em tempo real para uma tela LCD com as mensagens sobre riscos para a cabine do capitão. Os passageiros também ficam sabendo dos riscos por meio de luzes específicas para cada categoria de risco instaladas ao longo da embarcação.

“Constatamos com pesquisas que um dos maiores problemas da Região é a falta de segurança em embarcações que navegam. Por ano são registrados em média cem acidentes com 25 mortes. O sistema pega as informação, interpreta e envia como sinal de saída detalhando o risco”, ressaltou.

Para Márcio, o sistema é preventivo, prático e mais barato que outro aparelho de segurança para embarcações como o sonar. “Gastamos R$ 300 em todo o projeto e acreditamos que para instalar em uma embarcação real gastaríamos entre R$ 500 e R$ 600”, disse.

Projeto evita queima de equipamentos


Outro projeto que se destaca é o Desi, um dispositivo criado para proteger eletrodomésticos residenciais ou empresariais contra descargas elétricas causadas por raios. Ele foi criado pelas estudantes finalistas do curso de telecomunicações da fundação Nokia, Daniella Carolyne Freitas Santos, Ellen Cristina Santos e Yasmim Pereira Torres.

Elas pensaram no dispositivo em função de ser comum o fato do consumidor detectar que um micro-ondas, televisão ou geladeira, por exemplo, queimaram depois de um raio atingir a rede elétrica.

Segundo dados obtidos no projeto, são registrados em média 57 milhões de raios anualmente no País. O Norte e o Centro-Oeste são as regiões que mais registram descargas elétricas causando perdas aos consumidores.

Segundo Yasmim, o setor elétrico é o que mais sofre com um prejuízo de 1 bilhão por ano porque é obrigado a indenizar o consumidor pelo equipamento danificado.

Eles pensaram em solucionar o problema analisando os níveis de chuva e constatando que eles estão diretamente relacionados à incidência de raios. Com um sensor de chuva instalado no telhado de uma residência ou prédio é possível medir a quantidade de chuva e saber se ocorrerão mais ou menos raios. O sensor é ligado a um equipamento que fica entre as tomadas do eletroeletrônico e da rede elétrica. Quando o nível de chuva sobe, o equipamento corta automaticamente a corrente que sai da tomada da rede elétrica, que normalmente sem o sistema passaria a alteração na tesão elétrica para o eletroeletrônico causando o dano.

O dispositivo está programado para suportar cargas de até 200 volts que está relacionados a tesão de raios registrados em tempestades.

Conforme Yasmim, quando o nível de chuva diminui, o sistema restabelece a corrente normalizada para os eletroeletrônicos. “É uma solução simples e barata se observamos o valor do prejuízo com a perda do aparelho. Gastamos R$ 200 para fazer tudo”, disse Yasmim.


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