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Estudantes do AM voltam do ‘Ciência sem fronteira’ com experiências inovadoras

Estudantes que voltaram do intercâmbio fazem comparações entre universidades e o saldo é positivo para o Brasil 26/09/2014 às 10:36
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André e Thaís : em universidade da Hungria, experimentaram novos modelos de ensino para disciplinas semelhantes
Ana Celia Ossame ---

Uma experiência incomparável com repercussão tanto na vida profissional quanto pessoal. Assim, três estudantes universitários do Amazonas definiram a participação deles no Programa Ciência sem Fronteiras, do Governo Federal. Após passarem um ano na Hungria, pelo Programa Ciência sem Fronteiras, os estudantes do curso de Medicina da Universidade Federal do Amazonas, Thaís Rainha de Sousa, 22, e André de Sousa Guedelha, 24, puderam comparar a qualidade do ensino oferecido aqui e lá e em algumas áreas viram que estamos melhores. Dilermando da Costa Ferreira Neto, 22, do curso de Engenharia de Controle e Automação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) foi para a Itália, onde, além de aulas, fez estágios e participou de uma competição internacional.

Thaís fazia o 6º período de Medicina e viajou em setembro 2013 para a Universidade de Pécs, uma das mais antigas do mundo, fundada em 1367. De lá voltou em agosto passado. Foi junto com André, mas ficaram em turmas diferentes. Os dois estudaram o idioma húngaro e escolheram que disciplinas gostariam de cursar. Carioca de nascimento, mas vivendo em Manaus há três anos, ela disse ter aproveitado para fazer matérias não existentes na grade curricular da universidade como Sociologia da Medicina e Medicina Forense. Aqui, há Psicologia da Saúde e Medicina Legal, que têm foco diferente do ensino de lá. Enquanto aqui os estudantes acompanham o trabalho no Instituto Médico Legal (IML), em Pécs o foco é mais investigativo, semelhante ao dos filmes policiais. Segundo ela, as expectativas eram maiores do que foi encontrado, mas a experiência foi fantástica. “A gente tem a tendência de achar que só em universidade do Brasil há problemas, lá também existem coisas a serem questionadas tanto no ensino quando na saúde”, disse.

Visão

Com essas experiências, André, que é amazonense, voltou com outra visão do ensino na Ufam e no Brasil, de modo geral. “Não estamos tão atrás assim de países desenvolvidos, como pensávamos”, revelou ele. Um dado marcante para André foi ver a importância da comunicação com o paciente, que aqui no Brasil é mais próxima entre médico e paciente. Um fato que chamou a atenção deles é que em todos os terminais de ônibus há os horários de passagem do serviço, que acontece regularmente. “Quando dizíamos que aqui no Brasil isso não acontece, eles se admiravam e perguntavam se tinha que consultar na Internet, mas informávamos que não adiantava, aqui ônibus não tem horário mesmo”, finalizou André.

Estudante participa de premiação

De volta da Itália, para onde viajou pelo programa, Dilermando da Costa Ferreira Neto, do oitavo período de Engenharia de Controle e Automação na UEA, foi outro que gostou muito da experiência.

Ele foi em agosto de 2012 para Roma e voltou em agosto de 2013, onde estudou na Universidade de Roma Tor Vergata. O destaque feito por ele foi o fato de ter trabalhado numa empresa de automação, onde fez um projeto para criação de rede de sensores para linha ferroviária e a participação em uma competição denominada Internactional Apps Challenge. Outra experiência foi ter sido convidado para ir aos Estados Unidos da América (EUA) assistir ao lançamento de um foguete no Centro Espacial de Kennedy, no Cabo Canaveral.

Normas

A professora da Faculdade de Medicina, Neila Falcone, só tem um questionamento em relação ao programa, que é a falta de normas para a saída e o retorno dos estudantes, com definição se as atividades desenvolvidas fora servirão como crédito.

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