Quarta-feira, 20 de Novembro de 2019
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Estudantes do Amazonas aprendem a ‘missão’ de preservar

Alunos da escola municipal João Paulo II aprenderam na prática o papel das Unidades de Conservação (UCs) do Amazonas



1.gif Estudantes que visitaram a exposição conheceram mais sobre unidades de conservação
07/06/2013 às 08:19

Aprender sobre o que é uma Unidade de Conservação (UC) visualizando os espaços no mapa e entendendo o papel dela para o ambiente. Foi isso que fizeram, nesta quinta-feira (06), 34 alunos da escola municipal João Paulo II, do ramal Chico Mendes, bairro Puraquequara, Zona Leste. Em visita à exposição organizada para as comemorações dos 10 anos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), no Studio 5, alunos do 7º ano, como Francisco Diogo Martins, 15, e Daniel Mendonça, 12, fizeram muitas perguntas e anotações sobre os materiais e produtos expostos no evento, que foi encerrado ontem.

A ideia era levá-los a visualizar a exposição de uma forma mais detalhada e aprender sobre sustentabilidade, explicou o professor Jonssen Freitas, 47, coordenador do programa Mais Educação na escola. Para ele, como os estudantes são da área rural, a presença no evento que reunia todas as informações das ações e atividades ambientais desenvolvidas pelo Governo do Estado na área ambiental era fundamental para gerar conhecimentos. “São informações importantes sobre o ambiente em que vivemos”, disse o professor.



OUVINTES

Enquanto passavam pela exposição, os estudantes ouviram a chefe da UC do Rio Negro, Alcilene Paula, explicar qual a finalidade de uma área dessas. Atualmente, o Estado tem 41 UCs em todas regiões e abrangendo vários rios. As UCs são criadas com a finalidade de preservar a natureza, sendo admitido apenas o uso indireto dos recursos naturais, por isso há regras restritivas para elas, explicou Alcilene, destacando o papel desses espaços para a preservação da natureza.

Francisco Diogo fazia anotações e quis saber qual a diferença entre Unidade de Conservação e área florestal. A dúvida dele era sobre o que poderia ser explorado nessas áreas e ao final, disse ter compreendido bem a finalidade das florestas e a necessidade de preservá-las. “Não temos que destruir tudo, pois enquanto se usa uma área, outra pode ser separada para não ser desmatada”, afirmou ele.

A estudante Sara Lacerda Mota, 12, não sabia o que era uma UC, mas depois das explicações ouvidas, considerou a necessidade de limitar as ações nesses locais, que ficam livres da exploração acentuada e sem critério.

Além da exposição, havia uma feira onde eram vendidas frutas, legumes e verduras produzidos nas unidades de conservação, entre os quais castanha, macaxeira, cará, farinha e outros.  O estudante Daniel Mendonça, 12, quis saber sobre a produção de castanha e Eduardo Rodrigues, 12, perguntou sobre o processo de produção da borracha, desde a extração do leite extraído da seringueira até a defumação. “É muito trabalho que a gente desconhece”, afirmou.

Ribeirinhos debatem 10 anos da SDS

Os estudantes puderam conhecer a trajetória de 10 anos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS), criada para ampliar os espaços de discussão através de conselhos e fóruns, que viabilizam a construção participativa de políticas públicas ambientais, em conciliação com aspectos sociais, econômicos e culturais do Amazonas.

Os resultados apresentados pelo Governo do Estado oram discutidos, principalmente, pelas comunidades de cerca de 350 ribeirinhos, produtores, pescadores, extrativistas, que participaram no início da semana da 4ª. Conferência de Povos e Comunidades Tradicionais do Amazonas, realizada no Studio 5.

A programação também incluiu o Encontro de Mulheres da Floresta que reuniu aproximadamente 120 mulheres de segmentos diversificados, representantes de 47 municípios que debateram como elas poderiam ter melhor acesso à saúde e qualificação profissional, entre outras coisas.


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