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Estudo ambiental de parque industrial de Iranduba deve ser concluído em 20 dias

O projeto tem por objetivo concentrar no mesmo local a industrialização de matérias-primas regionais como juta, malva para sacaria, madeira para mobiliário, óleos vegetais, entre outros 24/07/2013 às 08:00
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Projeto cria condições para interiorizar desenvolvimento nos municípios da RMM
olívia de almeida ---

O estudo ambiental do futuro parque industrial que será instalado no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus) deve ser concluído em até 20 dias. Mesmo em fase inicial, o projeto já despertou o interesse de mais de 20 empresas. Entre elas, uma que possui sede no Estados Unidos, segundo a Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan).

“Atualmente, estamos na fase de escolha do terreno. Temos três possibilidades e daremos preferência por aquele em que o impacto ambiental vier a ser o menor possível e que, em contrapartida,  possua espaço suficiente para uma futura expansão”, disse a coordenadora do projeto, da Seplan, Maria de Fátima Raposo Câmara.

O projeto tem por objetivo concentrar no mesmo local a industrialização de matérias-primas regionais como juta, malva para sacaria, madeira para mobiliário, óleos vegetais, biocosméticos, cerâmica e olaria, entre outros.

Provável

Para o prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros, o terreno mais provável para receber o parque deverá ser o localizado no KM 6, da Rodovia Carlos Braga, que possui aproximadamente 90 hectares. “Ele é bem localizado e a área conta com uma estrada em boas condições e iluminação”, apontou.

Após o período de estudo de impacto ambiental iniciará a etapa envolvendo legalização e desapropriação dos terrenos. “Esse processo levará algo em torno de 45 dias. A partir daí teremos a dimensão do investimento necessário para a execução do projeto, espaços dos lotes e quantas empresas poderão compor o novo parque industrial”, informou Maria.

Restrições

O secretário-adjunto de Políticas Setoriais da Seplan, Appio Tolentin adianta que uma das restrições do Governo do Estado é que 50% da mão de obra das empresas que farão parte do parque sejam de trabalhadores do próprio município de Iranduba.

E por conta disso, a prefeitura já planeja, durante as obras do parque, oferecer aos trabalhadores do município cursos de capacitação de acordo com as necessidades das fábricas que irão ser instaladas. “Essa é uma forma de gerar fonte de renda e movimentar a economia na região”, apontou Medeiros.

Atualmente, as novas fábricas já encontram dificuldades para se instalar em Manaus por conta da falta de terrenos. “Há 40 anos ninguém iria imaginar que o Distrito Industrial não teria mais espaço para novas empresas, mas, por conta disso, muitas delas se instalaram na Avenida Torquato Tapajós, AM10 e até BR-174, mas esses lugares não possuem infraestrutura adequada, algumas fábricas sofrem com a falta de energia, por exemplo”, disse Maria de Fátima.

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