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Cotidiano
SAÚDE DOS OLHOS

Estudo diz que até 2050 metade da população será míope; solução não está no óculos

Segundo o médico oftalmologista Thiago Russo, esse aumento está relacionado a fatores ambientais. Passar mais tempo do lado de fora de casa, brincando e passeando evitaria esse aumento de míopes no mundo 14/05/2017 às 05:00
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Foto: Pixabay
Mayrlla Motta Manaus (AM)

Acordar, ir à escola, voltar para casa, brincar, pular e correr até o entardecer. Antigamente, a rotina dos nossos pais e avós seguia essa lógica. Hoje, a nova geração “se diverte” de outra forma: de frente para tablets, iPads, computadores e smartphones. Essa crescente mudança comportamental fez com que as pessoas passem mais tempo dentro de casa ou trabalho, ao invés de estarem do lado de fora desses ambientes. Mas você já parou para pensar o que isso tem a ver com a sua visão? 

De acordo com um estudo publicado na revista Ophthalmology até 2050 metade da população mundial será míope. Segundo o médico oftalmologista Thiago Russo, esse aumento está relacionado a fatores ambientais. “Antigamente não tinha esse estímulo excessivo da visão para perto. E isso desencadeia um estímulo químico na retina (parte do olho responsável pela formação de imagens) que vai desencadear o aumento do olho. Com esse aumento, a luz não chega com exatidão até o fim do olho, formando uma imagem embaçada. E é por isso que o míope enxerga muito bem de perto, mas longe não”, explica Russo. 

Outro fator considerado é o educacional. “Para cada ano que você passa estudando em escolas e universidades, mais chances tem de aumentar o grau de miopia. Por isso que vemos muitas pessoas que fizeram a cirurgia refrativa a laser retornar com a miopia porque o estímulo não para e o olho acaba crescendo bem como o grau”, disse. 

Outra visão
Para o médico oftalmologista Roberto Mascato é muito difícil fazer uma previsão se a metade da população será realmente míope no futuro. “Hoje com a tecnologia as coisas mudam muito rápido. Eu acredito que muitas pessoas vão precisar de uma correção porque se tem mais necessidade da visão por causa da internet e etc. Hoje muita gente não tem acesso à saúde dos olhos, se levarmos em consideração isso, talvez sim”, opinou Mascato. 

O médico explica que a miopia pode ser hereditária ou patológica. Entre os tratamentos ele destaca que depende paciente para paciente. “O mais usual e prático é o óculos. Se for por uma questão estética, o uso da lente de contato. Dependendo do seu caso, se tens um olho sadio pode partir para a cirurgia. Já temos cirurgias para miopia seguras com excelentes resultados”, acrescentou Mascato. 

Na infância

A pequena Letícia Beatriz, de 08 anos, começou a apresentar falhas na visão aos quatro anos de idade. O pai dela, Rainey Silva, 32, conta que ela piscava os olhos várias vezes, principalmente de frente para a televisão. “Eu pensei que era moda de criança, pois não queria acreditar que ela daquela idade já estava precisando de óculos. Com o passar do tempo resolvi levá-la ao oftalmologista, onde diagnosticaram a miopia. A cada seis meses retornamos no médico para avaliação”, disse o estudante de direito, acrescentando que a filha tem dois graus em um olho e dois e meio em outro.

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Eu já nasci míope, se é que posso dizer assim.Aos cinco anos eu já apontava sinais que não enxergava as letras na lousa e caía demais. Eu comecei a usar óculos já com três graus e meio. Ou seja, já era ‘cegueta’ quando eu era criança. Eu tenho miopia progressiva, estabilizada em 11 graus, aos 23 anos. A medida que eu ia estudando esse grau aumentava. Tenho acompanhamento anual. Hoje, aos 35 anos, tenho 12 graus do lado direito e 14 no esquerdo. E ninguém da minha família apresenta miopia, só eu.

Serviço
Roberto Mascato
atende na Clínica Júlia Herrera. (Rua Tapajós, nº 655, no Centro). Fone: 3233-5555
Thiago Russo  atende no Cedoa. (Rua Rio Mar, nº 474, no Vieiralves). Fone: 3212-6000

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