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Cotidiano
TRABALHO

Maioria dos brasileiros não crê que educação prepara para o mercado de trabalho

Relatório feito pela empresa de treinamento online Udemy mostra que 51% dos entrevistados estão insatisfeitos com a educação brasileira 29/04/2018 às 15:02
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Foto: Reprodução/Internet
Rebeca Beatriz Manaus (AM)

Com a explosão de mudanças e novos padrões de mercado de trabalho, o profissional do século XXI está imerso numa rede de desafios. Fatores como educação e dimensões geográficas podem impactar diretamente no comportamento dos profissionais, conforme mostra um estudo realizado pela Udemy, empresa de treinamento online.

Denominado “Lacuna de Habilidades”, o relatório apresenta de que maneira aspectos sociais moldam o perfil do profissional, traçando um comparativo, de acordo com a nacionalidade e a ordem coletiva em seis países: Brasil, França, Alemanha, México, Espanha e Estados Unidos.

Para o dirigente da organização, Sergio Agudo, a pesquisa permite dimensionar a realidade do mercado, em diferentes nações. “Estudos como esse nos permitem aprender as diferenças entre os mercados e ver o que preocupa os trabalhadores em um país mais do que o outro, e saber como oferecer uma solução específica é fundamental”, comenta.

Resultados

A maioria dos entrevistados reconhece a falta de habilidades no mercado. No entanto, essa lacuna reflete de forma diferente em cada país.

Tomando a educação como base para a carreira, 84% dos mexicanos ouvidos se dizem satisfeitos. Entre os espanhóis, 71% acreditam ter sido preparados adequadamente. Na Alemanha, este percentual cai para 69%, e nos EUA, para 64%. No Brasil, apenas 49% dos trabalhadores acreditam que a educação os preparou para o mercado, e na França, somente 47%.

Em relação às demandas do mercado atual, os brasileiros são os que mais acreditam viver em um país onde a força de trabalho é competitiva, 83% dos entrevistados concordam com isso. No México, o total é de 75%. Nos EUA, 66%. Na Espanha, 63%, e na França, 56%.

Considerando a localização geográfica como questão limitadora de oportunidades na carreira, em quase todos os países, a maioria dos entrevistados não acha que isso interfere. A exceção é a Espanha, onde 51% dos entrevistados apontam a distância como um aspecto limitador das oportunidades. Na França, há um equilíbrio de 50%. No Brasil, 44% dos trabalhadores ouvidos sentem que a região em que residem é um fator negativo. Nos EUA, o resultado também é de 44%. Na Alemanha, 41%, e no México , o quantitativo é de 38%.

Os mais mentirosos

O relatório estudou seis países para realizar a pesquisa sobre o mercado de trabalho. Os resultados mostram que os brasileiros e os franceses (ambos com 10%, ou 1 a cada 10 entrevistados) são os menos prováveis a mentir no currículo, no LinkedIn ou nas entrevistas, enquanto os espanhóis (24%) e mexicanos (21%) são os mais propensos a mentir para avançar na carreira.

Qual é o seu diferencial profissional?

Em escala global, o mercado de trabalho reflete um cenário cada vez mais competitivo. A pesquisa destaca um alinhamento entre os países estudados. Há variações conforme a localidade e aspectos sociais, porém, os desafios estão presentes em todo lugar.

Em linhas gerais, o trabalhador percebe a existência de uma lacuna de habilidades, mas busca alternativas para superar o obstáculo. O empresário André Bernardo é instrutor em um curso na plataforma Udemy. Segundo Bernardo, o profissional é o principal responsável por sua formação.

“Na era da informação, o protagonismo é enorme. Pode-se aprender sobre qualquer coisa, no nível de profundidade desejado, gastando-se muito pouco. Esse poder de escolha trás para os profissionais um domínio da situação, que antes não era acessível a todos”, conclui.

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