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Cotidiano
GUIA DE SOBREVIVÊNCIA

Etiqueta nas eleições: saiba como manter o respeito durante debates nas redes sociais

Consultor de etiquetas Fábio Arruda dá dicas de como expressar opinião sem entrar em briga na internet. Fuja das 'tretas'! 30/09/2018 às 08:16
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Em meio a debates políticos fervorosos, deve-se manter as regras da etiqueta (Foto: Reprodução/Internet)
Maria Paulo Santos Manaus (AM)

O momento político do Brasil está pegando fogo, os debates ideológicos estão por toda parte, já virou até conversa de elevador e também o clássico papo de mesa de bar. Então não tinha como ser diferente, ninguém abre mão de expressar sua opinião nas redes sociais, o que normalmente gera bastante confusão. Mas será que dá para manter as regras da etiqueta enquanto se fala do futuro do País?

Para o consultor nacional de etiqueta Fábio Arruda, a regra básica que nunca pode ser quebrada é o respeito. “O respeitar das diferentes opiniões é essencial. Existe uma regra desde sempre que hoje se aplica às redes sociais, porque fazem parte do nosso cotidiano, que diz que os assuntos que envolvem paixões pessoais tais como: religião, esportes, filmes, política, preferências - inclusive sexuais - são assuntos que quando abordados, devem ser cercados da mais absoluta tolerância. Ou seja, você só pode discutir sobre eles se for no sentindo de discorrer/dissertar, e não brigar. A ideia não é você catequizar ou convencer ninguém a pensar da mesma maneira que você, é difundir a sua ideia de forma inteligente e racional, mas acima de tudo, educada e respeitadora”, disse.

“Opiniões e pontos de vistas só são bem-vindos quando perguntados, no momento que você não perguntou a opinião de ninguém ou está convicto da sua, tens toda a liberdade de encerrar sumariamente o assunto, apenas faça isso com delicadeza e gentileza, dizendo que já tens sua ideologia formada e não gostaria mais de falar do assunto e tampouco recebendo mensagens”, conclui Arruda.

Expressão

Nem sempre é tão fácil fazer com que a intenção da sua expressão seja passada corretamente através do tom da fala, obviamente esta dificuldade só aumenta quando passamos para a internet com escritas e leituras. O tom de voz faz toda a diferença, dosá-lo na hora da escrita também é necessário.

“Acho que é fundamental manter a ideia que usamos desde os primórdios do mundo virtual. Lembrar que letras maiúsculas têm maior entonação que minúsculas, e hoje além dos pontos de exclamação e interrogação, para enfatizar conversas, temos todo o universo dos  emojis, que pode ser usado de forma adulta, não precisa ficar enchendo de desenhos e figurinhas, mas pode enfatizar a mensagem através deles. Eles são aceitos e bem vistos, então lembre-se o que você está enfatizando. Então deve-se deixar muito clara a intenção e o tom usando os recursos possíveis para que a mensagem seja assimilada o mais próximo possível da realidade de quem a emitiu e de quem a vai receber”, orienta.

Exemplo este dado por Arruda aconteceu com a estudante de direito Jade Almeida, 20, quando um parente a interpretou errado: “Esse parente inclusive já me bloqueou em todas as redes sociais. Fiz uma postagem a favor dos direitos dos deficientes, como vagas e preferencias. Eu não sei como, mas ele conseguiu interpretar que eu era contra tais direitos. Ele comentou que eu era uma ‘patricinha mimada filhinha de papai’”, relatou a jovem.

Deletar

Arruda ainda fala que quando optamos por excluir ou bloquear determinada pessoa das redes sociais isto não é abrir mão da compostura social, mas sim deixar claro que prefere romper relações, “são escolhas, avalie bem se é essa mensagem que você quer passar”.

Jade então compartilha dessa ideia, para ela as discussões dizem muito mais do que apenas a opinião política da pessoa, mas revelam as personalidades delas. “Essa semana fiz uma postagem expondo a minha opinião sobre um assunto defendido por um político. Não pedi a opinião de ninguém, apenas quis expressar no meu perfil a minha. Porém, tem pessoas que procuram opiniões contrárias pra ficar querendo impor o pensamento delas. Sabendo que não ia dar em nada a opinião dele, já falei logo que ele não iria mudar meu pensamento, e que se o dele também já estava formado, não ia adiantar insistir, mas ele insistiu e muito. Então eu tive que excluí-lo porque ele já estava mais do que inconveniente”, disse.

Para casos assim, Arruda alerta que bater de frente onde sabemos que as convicções são completamente diferentes é bobo, às vezes as brigas são por essa insistência. “Deixe claro sua convicção, respeite a do outro, e se você percebe que não tem mais espaço ou tolerância para continuar, mude de assunto. As pessoas muitas vezes querem ser as donas da verdade, e é melhor você ser feliz do que ter obrigatoriamente a razão em uma questão pessoal”.

Por isso ressalva: “a etiqueta e o bom comportamento devem permear todas as relações humanas. É em nome da ausência de educação, respeito e ética que grandes barbaridades são cometidas, não é que pode ser utilizado, mas sim deve ser um verdadeiro lema. Que a gente aja sempre respeitando o espaço e a opinião do outro, mas não abra mão de ter as próprias convicções, o que importa é a maneira com que você emite sua opinião”.

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