Terça-feira, 25 de Fevereiro de 2020
TENSÃO INTERNACIONAL

EUA ataca aeroporto em Bagdá e mata general iraniano Qasem Soleimani

Autorizado por Trump, o ataque teria deixado 8 mortos. Soleimani era considerado um possível sucessor da presidência do Irã. Segundo o Pentágono, o ataque foi uma medida defensiva para proteger americanos no exterior



Untitled-7_BFE438FA-C4E2-4CB3-B71C-238A888D78DC.jpg Foto: Reprodução/Internet
03/01/2020 às 01:43

O chefe da Força Revolucionária da Guarda Quds do Irã, Qasem Soleimani, morreu após um ataque coordenado pelos Estados Unidos da América (EUA) contra um aeroporto em Bagdá, que teria deixado oito pessoas mortas. Considerado um possível sucessor do atual presidente iraniano Hassan Rouhani, Soleimani foi morto sob ordens do presidente Donald Trump, visando defender americanos que estariam ameaçados no exterior, afirmou o Pentágono em nota.

"Este ataque teve como objetivo impedir futuros planos de ataque iranianos. Os Estados Unidos continuarão a tomar todas as medidas necessárias para proteger nosso povo e nossos interesses, onde quer que estejam ao redor do mundo", concluiu. Por meio de sua conta no Twitter, o presidente dos EUA, Donald Trump, publicou uma imagem com a bandeira do país.



 

 

O ataque aéreo também teria vitimado Abu Mahdi al-Muhandis, comandante de milícia do Iraque, apoiada pelo Irã. A milícia da qual ele fazia parte também atribuiu a morte aos EUA. A Guarda Quds é uma força de elite do exército iraniano e teria sido responsável pela invasão da Embaixada dos EUA, em Bagdá, no início desta semana.


Abu Mahdi al-Muhandis (direita), comandante de milícia do Iraque, também é uma das vítimas. Foto: Reprodução/Internet

O Irã nega participação na invasão. Naim Qassem, segundo na linha de comando do Hezbollah no Líbano, também seria uma das vítimas. Analistas internacionais afirmam que a morte de Soleimani é maior do que a de Osama Bin Laden. Ele havia entrado na lista de 50 pessoas que moldaram a década feita pelo jornal Financial Times.

O Departamento de Defesa dos EUA afirmou que "sob ordens do presidente, os militares dos EUA tomaram medidas defensivas decisivas para proteger o pessoal dos EUA no exterior, matando Qasem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Islâmica Corps-Quds Force, uma organização terrorista estrangeira designada pelos EUA". Segundo a nota, "Soleimani estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos e membros do serviço no Iraque e em toda a região". O ataque, segundo os EUA, teve como objetivo "impedir futuros planos de ataque iranianos”.

 

 

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