Segunda-feira, 24 de Fevereiro de 2020
PRECAUÇÃO?

EUA dizem ter impedido 'ataque iminente' com assassinato de comandante iraniano

Qassem Soleimani, um general de 62 anos, era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã



reuters_F36894B1-1474-4865-B55D-A3BE0400FF61.JPG Manifestante segura cartaz com foto de líder aiatolá Ali Khamenei com Soleimani, durante protesto em Teerã por morte de comandante 3/3/2020 WANA (West Asia News Agency)/Nazanin Tabatabaee via REUTERS
03/01/2020 às 13:38

O Irã prometeu vingança severa depois que um ataque aéreo dos Estados Unidos em Bagdá na sexta-feira matou Qassem Soleimani, comandante da força de elite iraniana Quds e arquiteto da crescente influência militar do país no Oriente Médio.

Soleimani, um general de 62 anos, era considerado a segunda figura mais poderosa do Irã, atrás apenas do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei.



O ataque noturno dos EUA, autorizado pelo presidente Donald Trump, marcou uma escalada dramática em uma disputa no Oriente Médio entre o Irã e os Estados Unidos e seus aliados, principalmente Israel e Arábia Saudita.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, disse que a operação aérea teve como objetivo interromper um “ataque iminente” que colocaria em risco norte-americanos no Oriente Médio. Democratas de oposição ao republicano Trump disseram que o presidente aumentou os riscos de mais violência em uma região perigosa.

Em entrevistas para Fox News e CNN, Pompeo se recusou a discutir detalhes da suposta ameaça, mas disse que “uma avaliação baseada em informações de inteligência” levou à decisão de atacar Soleimani.

Em um tuíte, Trump afirmou que Soleimani “matou ou feriu gravemente milhares de americanos durante um longo período de tempo, e estava planejando matar muitos mais”, mas não entrou em detalhes.

O ataque também matou o comandante de uma milícia do Iraque, Abu Mahdi al-Muhandis, que era conselheiro de Soleimani.

A ação ocorreu em meio a um prolongado conflito do Irã com os Estados Unidos, que se agravou na semana passada com um ataque à embaixada dos EUA no Iraque por milícias pró-Irã após um ataque aéreo dos EUA à milícia Kataib Hezbollah, fundada por Muhandis.

O Pentágono disse que as Forças Armadas dos EUA “tomaram uma ação defensiva decisiva para proteger pessoal dos EUA no exterior ao matarem Qassem Soleimani”, e que o ataque foi ordenado por Trump para interromper planos de futuros ataque iranianos.

Autoridades norte-americanas, falando sob condição de anonimato, disseram que Soleimani foi morto em um ataque de drone. A Guarda Revolucionária do Irã disse que ele foi morto em um ataque de helicópteros dos EUA.

Preocupações com uma possível interrupção do fornecimento de petróleo no Oriente Médio elevaram os preços da commodity em quase 3 dólares.


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