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Cotidiano
massacre em orlando

EUA: identificado como o atirador, Omar Mateen tinha 2 licenças de arma de fogo

Autoridades policiais mantêm a versão de que Mateen era um fanático que agiu inspirado na ideologia islâmica radical. Segundo os policiais, o atirador morava com sua irmã e o cunhado. Um banco de dados do estado da Flórida informou que as licenças iriam expirar em setembro de 2017. 12/06/2016 às 16:54
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Foto: Reprodução
Agência Brasil

Na medida em que as primeiras investigações avançam, novos detalhes vão aparecendo sobre o responsável pelo ataque a uma boate gay, em Orlando, hoje (12) de madrugada, que resultou em 50 mortes e deixou 53 pessoas feridas. O massacre começou às 2h e terminou às 5h, com a morte de Omar S. Mateen, o atirador. Natural da cidade de Porto St. Lucie, na Flórida, e filho de paquistaneses, Mateen tinha 29 anos, trabalhava como guarda de segurança e era cidadão norte-americano.

O governador da Flórida, Rick Scott, disse, em entrevista, que as investigações "ainda estão nos estágios iniciais" e que, portanto, ainda não é possível determinar com certeza a causa do ataque. "Vamos determinar oficialmente se é um crime de ódio ou um incidente de terrorismo ou mesmo se se trata de um crime violento, quando tivermos com todos os fatos levantados", disse.

Autoridades policiais, no entanto, mantêm a versão de que Mateen era um fanático que agiu inspirado na ideologia islâmica radical. Segundo os policiais, o atirador morava com sua irmã e o cunhado. Um banco de dados do estado da Flórida informou que Mateen tinha duas licenças de armas de fogo e uma licença de agente de segurança. As licenças iriam expirar em setembro de 2017.

Armado com um rifle e uma pistola, Matten atirou contra os frequentadores de clube noturno, na área central da cidade. Depois de um período em que tentou negociar com o atirador, a polícia decidiu entrar no local e atirou no homem. Após o episódio na boate, foi declarado estado de emergência na Flórida e em Orlando.

Massacre é um dos maiores dos EUA

O ataque que já é considerado um dos maiores massacres da história Estados Unidos. Levando-se em conta o número de mortos, a tragédia na boate Pulse, só perde para os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, quando aviões se chocaram contra as Torres Gêmeas de Nova York.

Sem considerar o ataque às Torres Gêmeas, o massacre de hoje superou ocorrido na Universidade Virginia Tech, em 2007, que deixou 32 mortos. Em entrevista à imprensa, o prefeito de Orlando, Buddy Dyer, disse que a cidade, um dos maiores centros turísticos dos Estados Unidos, está abalada, mas vai achar forças para superar os acontecimentos. "Nossa comunidade é forte. Precisamos ajudar uns aos outros para lidar com essa situação", disse. "Hoje estamos lidando com algo que nunca imaginamos e é inacreditável", acrescentou Dyer.

Pelo Twitter, Temer lamenta

O presidente interino, Michel Temer, lamentou hoje (12) o tiroteio na boate Pulse em Orlando, Flórida, nos Estados Unidos. “Quero lamentar enormemente a tragédia nos Estados Unidos que vitimou dezenas de norte-americanos. Expresso a solidariedade brasileira às famílias das vítimas desse atentado”, escreveu Temer em sua conta no Twitter.

Dilma condena intolerância e preconceito

A presidenta afastada Dilma Rousseff lamentou o atentado. “Estamos vivendo momentos terríveis, tempos de preconceito e intolerância que ceifam vidas humanas”, disse.

Pelo Twitter, Dilma manifestou seus sentimentos às famílias das vítimas, ao presidente norte americano, Barack Obama, e ao povo dos Estados Unidos. “Vamos juntos lutar contra esta barbárie”.

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