Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
REVELAÇÃO

EUA realizaram ataque cibernético contra o Irã, afirmam ministros

Ataque teria causado explosões em usinas de refinamento de petróleo no país árabe, em julho



hahahah_AD2B2A29-B9A4-4278-AD67-FF156AAE52F1.JPG Foto: Reuters
17/10/2019 às 10:36

Os Estados Unidos realizaram uma operação cibernética secreta contra o Irã após os ataques de 14 de setembro a instalações petrolíferas da Arábia Saudita, que Washington e Riad atribuíram a Teerã, disseram duas autoridades dos EUA à Reuters.

As fontes, que pediram anonimato, disseram que a operação ocorreu no final de setembro e visou a capacidade iraniana de disseminar “propaganda”.



Uma das fontes disse que o ataque afetou equipamentos, mas não deu maiores detalhes. O ataque enfatiza como o governo do presidente Donald Trump vem tentando se contrapor ao que vê como uma agressão iraniana sem desencadear um conflito mais amplo.

Indagado sobre a reportagem da Reuters nesta quarta-feira (16), o ministro das Comunicações e Tecnologia da Informação do Irã, Mohammad Javad Azari-Jahromi, respondeu: “Eles devem tê-lo sonhado”, como noticiou a agência de notícias Fars.

O ataque norte-americano parece mais limitado do que outras operações do tipo contra o Irã neste ano na esteira da derrubada de um drone dos EUA em junho e um suposto ataque da Guarda Revolucionária iraniana a navios-tanque no Golfo Pérsico em maio.

EUA, Arábia Saudita, Reino Unido, França e Alemanha atribuíram os ataques de 14 de setembro publicamente ao Irã, que negou envolvimento na ação. O grupo militante houthi do Iêmen, aliado de Teerã, assumiu a responsabilidade.

Publicamente, o Pentágono reagiu enviando milhares de tropas adicionais e equipamentos para reforçar as defesas sauditas – a mobilização mais recente dos EUA na região neste ano.

O Pentágono não quis comentar o ataque cibernético.

Podem ser necessários meses para se determinar o impacto da ação, se houve uma, mas ataques cibernéticos são vistos como uma opção menos provocadora que evita a irrupção de uma guerra.

“Você consegue fazer estragos sem matar pessoas ou explodir coisas; isso acrescenta uma opção ao pacote que não tínhamos antes, e nossa disposição de usá-la é importante”, disse James Lewis, especialista cibernético do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, sediado em Washington.

Lewis acrescentou que pode não ser possível deter o comportamento iraniano nem mesmo com ataques militares convencionais.


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