Terça-feira, 21 de Janeiro de 2020
POLÍTICA

Eunício Oliveira do PMDB é eleito como novo presidente do Senado Federal

Eunício obteve 61 votos e o senador José Medeiros, do PSD do Mato Grosso, conquistou apoio de 10 senadores. Eleição confere ao PMDB um domínio de 12 anos no comando da Casa



eunicio.jpg Eunício Oliveira foi eleito presidente do Senado (Foto: Agência Brasil)

O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) foi eleito há pouco presidente do Senado Federal para o biênio 2017/2018. Eunício teve 61 votos e venceu o senador José Medeiros (PSD-MT), que conquistou o apoio de 10 senadores e dez senadores votaram em branco.

A eleição confirmou o favoritismo do peemedebista e confere ao PMDB um domínio de 12 anos no comando da Casa. Eunício substitui o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo. Calheiros passará a ocupar a liderança do partido na Casa, cargo antes ocupado por Eunício.



A sessão deveria ter começado às 16h, mas só teve início às 17h35 porque os líderes partidários fizeram longas reuniões para definir a ocupação dos demais cargos da Mesa Diretora, conforme a regra da proporcionalidade das legendas.

Por enquanto, há acordo para os primeiros cargos da Mesa. Assim, a 1ª Vice-Presidência será ocupada por Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), a 2ª Vice-Presidência será de João Alberto Souza (PMDB-MA) e a 1ª Secretaria ficará com José Pimentel (PT-CE). Há ainda impasse sobre a situação das segunda, terceira e quarta secretarias.

Na mesma sessão, também foi feita a comunicação à Mesa dos novos líderes partidários. Renan Calheiros foi indicado líder do PMDB; Paulo Bauer (SC) seguirá liderando o PSDB; Armando Monteiro Neto (PE) vai comandar o PTB; Omar Aziz (AM) será líder do PSD; Ronaldo Caiado (GO) foi reconduzido líder do DEM e Benedito de Lira (AL) foi indicado para liderar o PP.

Balanço

Pouco antes do anúncio do resultado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que deixa a presidência, discursou para fazer um balanço de sua gestão. Ele lembrou episódios em que entrou em polêmicas com o Poder Judiciário, como quando foi afastado do cargo por decisão liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurelio, e posteriormente reconduzido.

Renan fez várias referências à Operação Lava Jato e as considerou tentativas de intimidação dos membros do Congresso Nacional. “Jamais seria presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional para me conduzir com medo ou temor”, disse. “Os eleitos do sistema representativo não podem se transformar numa manada regida pela publicidade opressiva”, completou, cobrando a quebra do sigilo das delações premiadas de executivos da Odebrecht, homologadas esta semana pela presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia.

Renan lembrou ainda o episódio em que policiais legislativos foram presos e foi feita busca e apreensão nas dependências da Polícia do Senado. “Quando esta casa foi invadida, reagimos à altura. Algumas vezes de maneira enfática, porque o episódio exigia. Sempre buscamos o direito na Justiça, com uma decisão que foi reformada pelo Supremo Tribunal Federal, devolvendo o equilíbrio entre os Poderes”.

No discurso, citou os principais projetos aprovados nos últimos dois anos e as medidas de austeridade adotadas na administração do Senado para reduzir os custos da Casa e otimizar os investimentos e o processo de impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff.

Renan também lembrou que em junho de 2013, “o Senado trabalhou com a multidão batendo à sua porta”, por causa das manifestações de rua espontâneas que se iniciaram naquele mês e ressaltou que, naquele período, os senadores buscaram aprovar medidas de combate à corrupção como a extensão da Lei da Ficha Limpa para servidores públicos e o fim da aposentadoria compulsória para juízes e membros do Ministério Público que cometem crimes de responsabilidade – projeto que não foi aprovado ainda pela Câmara.


Mais de Acritica.com

Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.