Quarta-feira, 19 de Janeiro de 2022
Máfia dos Caixões

Ex-diretor da Semasc é investigado por cobrar propina na compra de caixões

Investigação faz parte da primeira fase da operação “Máfia dos Caixões”



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03/11/2020 às 12:02

O ex-diretor financeiro da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc), Maronilson Barros Monteiro, conhecido como “Mauro”, está sendo investigado por cobrar propinas em faturas emitidas no fornecimento de urnas funerárias de serviço público.

A investigação faz parte da operação “Máfia dos Caixões”, deflagrada na manhã desta terça-feira (3) pela Delegacia Especializada em Combate à Corrupção (Decor). Equipes policiais foram à Colônia Japonesa, situada no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte de Manaus.



Segundo o delegado Guilherme Torres, titular da Decor, “Mauro” utilizava a função que exercia para fazer cobranças indevidas de valores a empresários que forneciam urnas à Semasc.

Denúncias

Torres afirmou, ainda, que o caso foi denunciado pelos empresários. Na ocasião da denúncia, um deles, que não teve a identidade divulgada, afirmou à polícia que não estava entregando as urnas há mais de três meses, pois ele e os outros fornecedores haviam sido proibidos por Mauro. Os mesmos só poderiam receber pelas vendas das urnas se pagassem o valor da propina estipulada pelo ex-diretor.

Conforme Torres, quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa de Maronilson, onde foram recolhidos objetos eletrônicos que irão passar por perícia.

Mauro está sendo investigado por corrupção passiva e será ouvido em depoimento nos próximos dias.

A delegada-geral de Polícia Civil (PC), Emília Ferraz, considerou a ação como o “primeiro grande trabalho” da Decor.

Conforme Torres, as investigações começaram após pedido do Ministério Público do Amazonas (MP-AM), mediante denúncia de um popular.

As urnas eram utilizadas no projeto de auxílio S.O.S Funeral, voltado a pessoas de baixa renda. Um dos empresários afirmou à polícia que chegou a pagar R$ 100 mil ao suspeito.

“A corrupção deve ser combatida tanto quanto o tráfico de drogas e outros crimes. Uma ação corrupta desse tipo, em uma época como a que estamos passando, não pode ser tolerada”, disse Torres.

A suspeita preliminar é que os crimes eram cometidos desde 2017. A quantidade de participantes do esquema criminoso ainda não pôde ser informada, para não comprometer as investigações, de acordo com Torres. A operação continuará em fases a serem deflagradas posteriormente.

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Repórter de A Crítica
Jornalista graduado no Centro Universitário do Norte (UniNorte), que busca trazer um pouco de storytelling a todos os aspectos da vida, principalmente aos textos que levam sua assinatura.

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