Domingo, 26 de Maio de 2019
SOMENTE LEMBRANÇAS

Ex-funcionário da Santa Casa de Misericórdia trabalha como flanelinha na frente do prédio

Edvandro Oliveira de Souza, 51, trabalhou como auxiliar de serviços gerais do hospital. Após ser demitido, ele virou morador de rua e decidiu continuar trabalhando na frente da Santa Casa como flanelinha



06/01/2016 às 17:15

Na Rua Dez de Julho, em frente da Santa Casa de Misericórdia, a equipe de reportagem encontrou o flanelinha Edvandro Oliveira de Souza, 51, que foi auxiliar de serviços gerais da instituição dos anos 1988 a 1992. Após ter saído do hospital, ele virou morador de rua, mas, por amor ao hospital, decidiu continuar ganhando alguns trocados ao lado do local onde viveu momentos importantes de sua vida.

Apesar da grande dificuldade em se comunicar, por conta de problemas na fala, ele fez questão de mostrar a sua carteira de trabalho. Com esforço, declarou: “Todo mundo sente saudade da Santa Casa. Aqui foi o meu primeiro emprego”.

Ao ser questionado se sabia da atual condição em que se encontra a Santa Casa de Misericórdia, ele balançou a cabeça e disse que sim. Segundo o flanelinha, todo mundo invade o hospital para roubar madeira, cadeira, pia e vaso sanitário. “Eles roubam toda hora”, finalizou.

O prédio da Santa Casa de Misericórdia está repleto de lixo, infiltrações e com alas completamente devastadas por ação de vândalos que entram na instituição para saqueá-la, levando principalmente telhas de barro e fios de cobre. O hospital está fechado há onze anos e serve de casa para moradores de rua e usuários de drogas. Como praticamente não existe mais telhado, as chuvas castigam cada vez mais as dependências e, por isso, há muitas salas com água parada, o que pode facilitar o desenvolvimento do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. 


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