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Cotidiano
defesa e ataque

Ex-prefeito de Maués diz que acusações de levar bens da prefeitura são mentirosas

Padre Carlos Goes diz que as únicas coisas da Prefeitura que estavam com ele eram duas cadeiras, porque ele despachava de casa após o expediente 17/01/2017 às 15:40 - Atualizado em 17/01/2017 às 17:03
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Carlos Goes afirma que acusações contra ele são plantadas por adversários políticos (Foto: Arquivo AC)
Geraldo Farias Manaus (AM)

O ex-prefeito de Maués(a 258 quilômetros de Manaus), Carlos Goes, acusado na semana passada pela Polícia Civil do Amazonas de se apossar de móveis tombados da prefeitura como  televisores, computadores, frigobar, aparelhos de ar condicionado e até uma mesa de pingue-pongue do Centro de Convenção do Idoso (CCI), emitiu nota nesta terça-feira (17) afirmando estar sendo alvo de “inverdades engedradas por seus acusadores” . 

O ex-prefeito disse que tinha apenas duas cadeiras da prefeitura em sua casa, e que as levava para lá pois era onde despachava após sair da Prefeitura.   “Dos 59 (cinquenta e nove) objetos apreendidos, apenas DOIS (duas cadeiras) são efetivamente de propriedade do Município de Maués, tanto que possuem tombo do município. Esclareço que as duas cadeiras estavam na minha residência, pois, após o expediente na prefeitura, era do meu escritório, na minha moradia que eu despachava”, frisa Goes.

Na nota, Carlos Goes ataca o Delegado de Polícia de Maués, Rafael D’Agostini Schimidt, responsável pelo cumprimento de ordem da Justiça para recuperar os móveis que estavam em duas casas pertencentes ao ex-prefeito, afirmando que ele tem agido no como “capitão do mato”, sob o comando dos meus inimigos políticos. Ontem, o delegado afirmou que está investigando aliados de Goes que, segundo ele, teriam auxiliado no saque dos bens. 

“Curioso é, que a notícia crime formal não foi acompanhada sequer por um simples Boletim de Ocorrência ou enumeração dos bens supostamente desaparecidos, o que demonstra a má-fé do doutor Delegado ou incompetência para exercer a função que lhe foi confiada. O douto Delgado, obnubilado pela fama e para satisfazer a vontade dos meus algozes, dá como suporte a seu pedido ao MM. Juiz da Comarca, apenas a “alegação de muitos munícipes”, o que reflete que sua militância política na oposição a mim, ex-prefeito, oblitera o seu raciocínio e lhe retira a capacidade de analisar os fatos à luz das determinações legais”, inicia Goes.

Na nota, o ex-prefeito de Maués afirma que a ação da Polícia Civil foi ofensiva, pois houve arrombamento de suas propriedades e que seus familiares não puderam acompanhar a diligência. Ele afirma que dos móveis apreendidos em suas residências apenas dois são da prefeitura e os demais são seus.

Ele acrescenta que dos supostos 43 aparelhos de ar condicionado, dois grupos geradores não foram encontrados, “porque a denúncia formulada e apresentada à autoridade policial não é verdadeira”, afirmando que a ação policial se trata de puro ataque político em razão do cargo que exerceu.

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