Sábado, 14 de Dezembro de 2019
'Apagar das Luzes'

Ex-prefeito do Careiro Castanho é preso suspeito de integrar esquema de corrupção

Prisão de Hamilton Alves foi realizada nesta segunda-feira (17) após operação "Apagar das Luzes", que desarticulou organização criminosa formada por ex-secretários municipais e empresários



ex_prefeiot_careiro.JPG Ex-prefeito do Careiro Castanho é suspeito de integrar esquema (Foto: Arquivo/AC)
18/04/2017 às 14:29

O ex-prefeito do município do Careiro Castanho, Hamilton Alves Villar, foi preso ontem (17) suspeito de fazer parte de um esquema de corrupção. A ação conjunta desarticulou uma organização criminosa formada por ex-secretários municipais e empresários que atuavam com fraudes em licitações e desvios de dinheiro da prefeitura.

A prisão do prefeito ocorreu por volta das 19h, na rodovia BR-319, próximo à feira da Ceasa. Hamilton é suspeito de receber vantagem indevida quando ocupava o cargo público, formação de quadrilha e fraude em licitação.



De acordo com o titular da Promotoria de Justiça de Careiro Castanho, João Guimarães, a prisão foi fruto de intensas mobilizações. “A prisão do ex-prefeito não quer dizer que a operação acabou, outras fases virão, porque o esquema de corrupção é muito grande, toda vez que aprofundamos a investigação descobrimos novos esquemas de corrupção. Ainda estamos em busca de provas, com mandados de busca e apreensão sendo cumpridos”, disse.

A operação “Apagar das Luzes” foi deflagrada no dia 19 de janeiro de 2017, pelo MP-AM, por meio da Promotoria de Justiça do Careiro Castanho, e pela Polícia Civil. A ação conjunta desarticulou uma organização criminosa formada por ex-secretários municipais e empresários que atuavam com fraudes em licitações e desvios de dinheiro da prefeitura.

O grupo é suspeito de cometer os crimes de corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, extravio de documentos e peculato. Na ocasião, o ex-prefeito do município, Hamilton Villar (PMDB), que também é suspeito de envolvimento com a quadrilha, não havia sido preso porque obteve na justiça um salvo-conduto.

As investigações iniciaram ainda no período eleitoral, em 2016. Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça apontaram a existência da organização criminosa que intensificou a ação depois das eleições.

Hamilton Villar foi encaminhado à delegacia do município de Careiro.


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