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Exame consegue detectar histoplasmose em quatro horas

Trabalho desenvolvido por pesquisador do Inpa, em Manaus, resultou em exame que detecta doença de forma mais rápida  29/12/2015 às 20:06
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João Vicente explica que novo tipo de exame facilita diagnóstico de doença que aflige portadores de doenças imunológicas
Acritica.com Manaus (AM)

O laboratório de Micologia do Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa) é o primeiro do mundo a desenvolver uma sonda molecular para aplicação em hibridização in situ fluorescente (Fish, na sigla em inglês) com o objetivo de obter o diagnóstico rápido - em até quatro horas - da histoplasmose, uma infecção grave que se manifesta, principalmente, em indivíduos imunocomprometidos, como os pacientes com Aids/HIV. No exame tradicional, o resultado do diagnóstico da doença demora até 25 dias.

A histoplasmose é uma doença causada pelo fungo Histoplasma capsulatum, presente nas fezes de morcegos e aves, como pássaros e pombos. O contágio ocorre pela inalação desse material suspenso no ar. Os sintomas variam desde uma infecção assintomática até febre, dor de cabeça, dor torácica, tosse, fraqueza, falta de ar e de apetite. O organismo da maioria das pessoas combate o fungo sem precisar de tratamento, dependendo do estado de saúde do indivíduo. Em outros casos, a doença oportunista pode levar à morte do paciente. 

De acordo com o pesquisador do Inpa e doutor em biotecnologia industrial João Vicente Braga de Souza, a ferramenta veio para agilizar o diagnóstico da doença, que é a segunda causa de mortes em Manaus nos pacientes imunocomprometidos, indivíduos com reduzida atividade do sistema imunológico.  Segundo Braga, são registrados cerca de 20 a 30 mortes por ano.

Exame atual

O diagnóstico microbiológico tradicional é baseado na avaliação microscópica de fluidos e tecidos, técnicas sorológicas e culturas, incluindo hemoculturas. Conforme Braga, a hemocultura é um método inespecífico para determinar a presença de patógenos em amostras clínicas. O diagnóstico normalmente é realizado pela leitura contínua em sistemas automatizados que detectam o crescimento de microrganismos.

Se as amostras forem positivas é necessário ainda exames posteriores para identificar o organismo presente na amostra. Para isso, é realizado um exame de coloração de Gram buscando identificar bactérias seguido por subculturas em ágares para identificação de fungos, no caso o histoplasma capsulatu.

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