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Cotidiano
PACIENTES GRIPADOS

Exames reforçam a importância da vacinação contra vírus Influenza e H3N2 no AM

Especialistas apontam que os dois são mais “fracos” que o H1N1, mas os “novos” vírus têm preocupado órgãos de saúde 30/05/2017 às 05:00
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Segundo a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), a vacina disponibilizada na campanha protege contra os dois vírus. Foto: Euzivaldo Queiroz
Isabelle Valois Manaus

Os vírus H3N2 e Influenza B já correspondem à metade das infecções registradas nos pacientes gripados ou com problemas respiratórios submetidos a exames laboratoriais este ano, no Amazonas, segundo dados da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS).

Especialistas apontam que os dois são mais “fracos” que o H1N1, mas os “novos” vírus têm preocupado órgãos de saúde porque, além de a população ainda não estar totalmente imunizada contra eles, ambos podem evoluir para a morte, caso não haja tratamento adequado. O alerta é do presidente da FVS, Bernardino Albuquerque, que se mostrou preocupado com a baixa adesão da população à Campanha Nacional de Vacinação,  prorrogada para o dia 9 de junho para atingir a meta. “Desde o ano passado a vacina contra a gripe previne contra  esses novos vírus. Nossa preocupação está voltada para o grupo de risco: crianças, idosos acima de 65 anos e portadores de doença crônica”, comentou.

De acordo com Albuquerque, a preocupação é que tanto o vírus H3N2 como o Influenza B podem transformar uma simples gripe em um problema respiratório mais sério e até levar o paciente à morte. “Os grupos de risco possuem uma imunidade bem mais baixa e, por conta disso,  uma simples gripe pode se transformar em complicações pulmonares bem mais sérias e até levar a  óbito”, alertou.

Por conta disso, além de orientar a busca pela imunização, o presidente da FVS aconselha a população, especialmente os grupos de risco, a evitar lugares aglomerados, reforçar a higienização das mãos e, no caso dos bebês e crianças resfriadas, manter o reforço do leite materno. Ambos os vírus  - Influenza e H3N2 - são transmitidos pelo ar. “Não há uma característica comum para esses vírus: também apresentam quadros gripais com possibilidade de complicação e ele pode sofrer uma alteração conforme o hospedeiro. O melhor meio de prevenção é a vacina”, explicou.

Cobertura
Até a última sexta-feira, a Prefeitura de Manaus havia imunizado 345.892 pessoas, o que equivale a 84,92% da meta. O objetivo é chegar as 366.585 pessoas protegidas contra a gripe na capital, principalmente grávidas e crianças, onde a procura está sendo menor este ano.  “Quem ainda não se vacinou ou não ainda não conseguiu levar seu filho pode procurar uma das 182 unidades de saúde da capital com sala de vacina. E quem não tem tempo durante o dia, pode ir a uma das nossas 10 unidades básicas de horário ampliado, que funcionam de segunda a sexta, das 7h às 21h, e aos sábados das 7h às 12h”, orientou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

No Estado, 12 cidades batem meta
Levantamento feito pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam) revela que, até a última sexta-feira, 12 municípios do Amazonas já haviam alcançado a meta de imunizar sua população contra a gripe:  Manacapuru, Manicoré, Santa Isabel do Rio Negro, Silves, Tefé, Urucurituba, Alvarães, Barreirinha, Caapiranga, Careiro da Várzea, Ipixuna e Iranduba.

 Em todo o Estado, até 12h de sexta, 74,31% do público-alvo tinham sido vacinados, ou seja, 690.546 pessoas. No Estado, a meta é vacinar 90% de uma população-alvo de 931.265 pessoas.

 Dos grupos vulneráveis às complicações da gripe, o das puérperas foi o único que atingiu a meta, com 9.126 doses aplicadas, o que significa uma cobertura de 91,27%.

Proteção por um ano
 Por conta da presença do H3N2 o Ministério da Saúde (MS) antecipou a campanha. A vacina protege contra os três principais tipos de vírus que circularam em 2016 e tem duração de um ano. O MS ressaltou que as reações adversas são leves e que a única contraindicação é para pessoas alérgicas a ovo.

 

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