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Cotidiano
RESULTADO

Exército já apreendeu 6,6 toneladas de drogas na Amazônia Ocidental em 2018

Entre janeiro e maio deste ano, militares realizaram ainda 87 prisões em flagrante, além da apreensão de 68 armas de fogo 26/05/2018 às 07:08
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Só nos cinco primeiros meses desse ano foram 179 operações. Foto: Arquivo/AC
Joana Queiroz Manaus (AM)

O Exército Brasileiro tem intensificado as ações de combate ao tráfico e a crimes ambientais na Amazônia Ocidental. Entre janeiro e maio deste ano, foram 6,6 toneladas de drogas apreendidas. Durante as operações também foram apreendidos 26,7 mil m³ de madeira extraída ilegalmente da floresta. Só neste ano foram 179 operações militares realizadas na região, que abrange quatro estados (Acre, Rondônia e Roraima, além do Amazonas).

Os dados foram divulgados nessa sexta-feira (25), em coletiva de imprensa, pelo Comando Militar da Amazônia (CMA), em Manaus. Conforme o general de brigada Antônio Polsin, os militares realizaram ainda 87 prisões em flagrante, além da apreensão de 68 armas de fogo e 77,5 mil litros de combustíveis. Em uma das ações, de destruição de garimpo ilegal, ele estima que o prejuízo aos garimpeiros chegue a R$ 50 milhões.

Em sua apresentação, o general Antônio Polsin ressaltou as atribuições do Exército na faixa de fronteira são ações preventivas e repressivas contra os delitos fronteiriços e ambientais. “O nosso foco é a faixa de fronteira. É aí que está nossa missão principal”, destacou, observando também que o trabalho assistencial às comunidades ribeirinhas, nos locais onde o Estado tem dificuldade de entrar, é fundamental.

Tecnologia e integração

Ele destacou que as ações do CMA na área de fronteira de vigilância incluem o uso de meios tecnológicos, recursos que tendem a ser cada vez mais presentes. No momento, disse ele, já estão sendo feitos testes de novos equipamentos de vigilância e inteligência, assim como o aproveitamento de outras forças e a participação seletiva de países amigos.

O general disse que o CMA trabalha de forma integrada. “Tudo na Amazônia é parceria. Parceria com as Forças Armadas (Marinha e Aeronáutica) e com outras agências. Trabalhamos muito com órgão federais, estaduais e agências. A sinergia sempre nos trás bons resultados”, disse.

Planejamento

O chefe militar ressaltou que todas as ações, por mais pequenas que possam ser, exigem planejamento. “Nós travamos contato com a população local, que muitas vezes são os nossos olhos e nossos ouvidos e a forma como podemos potencializar a capacidade de mantermos a vigilância nessa área de fronteira”, disse o general.

Segundo ele, no último mês foram quatro grandes operações, sendo uma em região entre o  Alto e Médio Rio Negro denominada de Curare – Itasuikiri e outra na região do Alto e Médio Solimões, no Amazonas.

Quatro brigadas na região

O general destacou que a presença do Exército Brasileiro na área é exercida por meio de quatro brigadas de Infantaria de Selva, nas cidades de Boa Vista (RR), São Gabriel da Cachoeira e Tefé, no Amazonas, e Porto Velho (RO), contando com um efetivo de 20.000 homens.

As brigadas são responsáveis pela coordenação de 24 Pelotões Especiais de Fronteira, que estão dispostos ao longo de toda linha de fronteira, realizando ações preventivas e repressivas contra os crimes.

Ele frisou a importância da operação Ágata, instituída em 2011 pelo Ministério da Defesa, e que hoje é uma ação permanente, que tem como objetivo combater os crimes previstos na Lei Complementar 97 de 09 de junho de 1999, na faixa de fronteira, com o uso de efetivo militar, que auxilia as demais forças em suas ações. Dentro do contexto da operação Águia é realizada a vigilância da fronteira, o patrulhamento e o controle dos pontos de entrada no País.

“As missões das Forças Armadas são a defesa da pátria, a garantia dos poderes constitucionais e a garantia da lei e da ordem se houver uma demanda”, disse ele.

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