Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Cenário degradante

Existente há 30 anos, lixão de Manacapuru gera preocupação e dor de cabeça

Gerida pela prefeitura local, ela fica localizada no quilômetro 2 da estrada que liga Manacapuru a Novo Airão (AM-352) e, transbordando de lixo, ela joga dejetos para a estrada, entre outros problemas



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Lixo e urubus fazem parte do cenário no local em Manacapuru / Foto: Reprodução
30/12/2016 às 05:00

A lixeira municipal instalada há mais de 30 anos em Manacapuru (a 84 quilômetros de Manaus) gera cada vez mais preocupações para os moradores daquela cidade conhecida como “Princesinha do Solimões”. Gerida pela prefeitura local, ela fica localizada no quilômetro 2 da estrada que liga Manacapuru a Novo Airão (AM-352).

À primeira vista o cenário que se vê é de lixo transbordando até pela estrada, bem como concentrações de urubus. Mais perto, constata-se o fedor característico de toda lixeira.  
A Lei Federal 12.305/2010 dá responsabilidade aos municípios para gerir seus lixos e resíduos, informou a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Amazonas (Sema) por meio de sua assessoria de comunicação, ao ser questionada sobre qual seria sua atuação em relação à lixeira.  

O atual secretário municipal de Meio Ambiente de Manacapuru, Daniel Guedes, explicou para a reportagem que o principal entrave para a desativação da lixeira é a ausência de recursos financeiros da cidade. Também presidente do Fórum de Secretários de Meio Ambiente do Amazonas, ele explicou que os recursos oriundos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não são suficientes para implantar um projeto para acabar com o depositário de lixo.    

“A precariedade da lixeira é um caso de calamidade e deveria ter sido fechada em 2010 e aberta outra. Hoje está descontrolada, saturada. A situação aqui em Manacapuru se agravou ainda mais depois do período eleitoral onde até as máquinas de remoção de lixo desapareceram”, disse Guedes.

A Lei Federal 12.305/2010 dá responsabilidade aos municípios para gerir seus lixos e resíduos, informa a Secretaria de Meio Ambiente do Estado (Sema) por meio de sua assessoria de comunicação, ao ser questionada sobre qual seria sua atuação em relação à lixeira.

Apesar de não ter responsabilidade direta sobre ações para a solução do problema, há duas semanas o secretário da Sema, Antônio Stroski,que é especialista em resíduos sólidos, fez uma visita formal à lixeira a convite do prefeito eleito do municípío, Beto D’Ângelo. A reportagem tentou contato telefônico com D'Ângelo, mas ele não atendeu as ligações até o fechamento desta edição.

Frase

A precariedade da lixeira é um caso de calamidade. Deveria ter sido fechada. Está descontrolada, saturada. 

Daniel Guedes, secretário de Ambiente de Manacapuru


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