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Expectativa para 2016 é de desafio para economia brasileira

A economia teve o pior desempenho desde 1990, quando o então presidente Fernando Collor confiscou a poupança da população 31/12/2015 às 10:16
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Queda na atividade industrial se refletiu na arrecadação e do Estado e causou uma reação em cadeia na economia local
acritica.com ---

Qualquer análise econômica sobre o ano de 2015 apontará para o quadro recessivo que se agravou ao longo dos últimos doze meses, pontuado por resultados negativos em todos os segmentos econômicos. A economia teve o pior desempenho desde 1990, quando o então presidente Fernando Collor confiscou a poupança da população.

Na Zona Franca de Manaus, o balanço do ano revela queda de 35% no faturamento. Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, é possível resumir o impacto provocado pela crise na atividade econômica do PIM na redução do número de empregos em 2015: foram 20 mil a menos, uma queda de 17% na comparação com o ano passado.

Em meio a essa turbulência, já no final do ano, o governo definiu finalmente a economista Rebecca Garcia como nova superintendente da Zona Franca de Manaus. Diante dos resultados negativos do ano, a superintendente cogita, entre as alternativas para tentar dinamizar a atividade industrial, meios para ampliar as exportações das fábricas, uma vez que o mercado interno encontra-se em estado recessivo.

Entre as lideranças industriais, até mesmo os mais otimistas fazem projeções pouco animadoras. O presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, avalia que apenas com o fim da crise política será possível retomar o crescimento da economia.

“Infelizmente não tem muito otimismo. Não será uma única medida que poderá mudar isso, mas uma série delas. Uma delas é reduzir os gastos do Poder Público. Quando eu digo redução não digo corte no orçamento, mas corte de despesas, reduzir o número de funcionários comissionados e quantidade de ministérios”.

Construção civil

Um dos setores mais afetados pela instabilidade da economia brasileira, a construção civil teve forte impacto negativo em virtude da desaceleração dos investimentos públicos como nos programas Minha Casa Minha Vida, e Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Amazonas (Sinduscon/AM), Frank do Carmo Souza, afirma que a entidade, em 2016, vai atacar questões como os valores de produtos do MCMV que são menores no Amazonas do que os praticados nas regiões Sul e Sudeste. “As tabelas não atendem nossa regionalidade, agregando uma série de custos indiretos. É o nosso maior desafio vencer estas barreiras”, disse.

Começo difícil

Ralph Assayag Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus) “Quem passar do primeiro trimestre será forte. A expectativa para o início de 2016 é um grande número no fechamento de empresas e um volume imenso de demissões. Isso já foi discutido em reuniões nacionais e regionais. No segundo trimestre é que vamos começar a nos organizar, o que vai depender principalmente da parte política. No segundo semestre vamos esperar mudanças decorrentes disso e quem sabe alguma coisa se ajuste”, disse o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CLD-Manaus), Ralph Assayag. Outro fator que pesa nesse prognóstico negativo é a alíquota de ICMS que será maior para os lojistas a partir de amanhã, 1º de janeiro de 2016. Lojistas de vários segmentos, prometeram aumentar em 6,75% o preço de todos os seus produtos caso o governo não recue do aumento de 17% para 18% da alíquota do ICMS.

Pontos Fatos marcantes do ano que termina

Recessão - A economia brasileira terá tido em 2015 o pior desempenho em um quarto de século, desde 1990. Desemprego - O desemprego no País disparou de 6,8% no terceiro trimestre de 2014 para 8,9% no terceiro trimestre de 2015, maior taxa para o período desde o início da série histórica, em 2012.

Dólar alto - A moeda americana disparou quase 50%: passou de R$ 2,662 no fim de 2014 para R$ 3,893 em 17 de dezembro.

Inflação - a disparada no custo dos alimentos, a valorização do dólar e o reajuste de combustíveis trouxeram a inflação para dois dígitos. A taxa chegou a 10,48% no acumulado em doze meses.

Petrobras - Envolvida na operação Lava Jato, o endividamento da estatal disparou, a empresa cortou investimentos e demitiu 128 mil funcionários terceirizados.

Rebaixamento - O Brasil perdeu de vez o grau de investimento.

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