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Exportação de TVs cresce 186%, segundo dados do Mdic

Fortes vendas externas de televisores em 2014 foi reflexo da realização da Copa do Mundo e já era esperado pela indústria 16/01/2015 às 09:16
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Em termos de volume, número de TVs exportadas não foi tão significativo diante da demanda do mercado interno
Priscila Rosas ---

A televisão em cores foi um dos produtos mais exportados em 2014. É o que informa o balanço anual feito pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic), divulgado ontem (15) pelo órgão. Foram US$ 42,4 milhões em 2014, contra US$ 14,8 milhões em 2013, caracterizando uma variação positiva de 186,25%.

“Aumentou em função da Copa do Mundo. A verdade é que toda vez que acontece um grande evento esportivo, existe uma produção superior, principalmente em ano de mundial de futebol. Em 2016 também é esperado esse aumento por causa da Olimpíada, porém mais tímido”, explica Marcelo Lima, gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (CIN/Fieam). De acordo com ele, o número de exportações no Amazonas é baixo porque a produção do Distrito Industrial, em quase sua totalidade (uma média de 98%), é destinada ao mercado interno do País. Outro motivo do aumento é que nos últimos anos, houve um aquecimento no mercado de bens de consumo por causa das facilidades de compra.

Preocupação

“Em números absolutos, é pequeno”, pontua Wilson Périco, presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam). Ele explica também que “as indústrias que estão em Manaus são para atender o mercado interno”, por isso o número, mesmo com o bom resultado, é reduzido.

Segundo Périco, a indústria brasileira perdeu competitividade e espaço para os produtos vindos de fora do País. Para ele, 2015 será um ano bem difícil no setor econômico.

Na contramão desses bons números estão o segmento de motos, mais especificamente as de 250 cilindradas, e terminais portáteis de telefonia celular (os que não são considerados “smartphones”) que registraram uma queda de 73,16% e 73,21%, respectivamente.

Segundo o economista José Laredo, a restrição e exigência de aprovação de crédito por causa da inadimplência na hora do financiamento contribuíram na redução. Já para os celulares, “existe uma saturação no mercado, porém isso não quer dizer que não há novos produtos sendo lançados”, comenta.

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