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Exportações do Amazonas caem 31,59%, segundo Mdic

O resultado de fevereiro foi o pior para o período desde 2007, conforme dados do Mdic. A menor venda de motos puxou a queda 17/03/2015 às 10:06
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As motocicletas não foram as únicas vilãs da balança comercial amazonense
Juliana Geraldo Manaus (AM)

Em fevereiro, as exportações amazonenses somaram US$ 54,87 milhões, uma queda de 31,59% frente ao mesmo período de 2014, quando o acumulado do mês foi de US$ 80,21 milhões. Este foi o pior resultado para o mês desde fevereiro desde 2007, quando a venda de produtos amazonenses para o exterior foi de US$ 54,72 milhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (16) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

A queda mais expressiva foi verificada na exportação de motocicletas de baixa cilindrada, um dos principais produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM). As vendas passaram de US$ de 17,16 milhões, em fevereiro do ano passado, para US$ 5,63 milhões, o que equivale a um recuo de 67,13%.

Em unidades, conforme o levantamento do ministério, o segmento exportou 1.988 motocicletas em fevereiro deste ano, contra 8.405 unidades no mesmo período de 2014, uma redução de 6.417 motos.

Mas as motocicletas não foram as únicas vilãs da balança comercial amazonense. A exportação do concentrado de bebidas também recuou (-40,75%) caindo de US$ 27,61 milhões em fevereiro de 2014, para US$ 16,36 milhões no mesmo mês de deste ano.

Apenas a produção de lâminas de barbear apresentou uma leve recuperação em fevereiro, passando de US$ 4,55 milhões em 2014 para US$ 4,87 milhões no segundo mês deste ano, uma diferença de 7,03%.

Países compradores

A queda na exportação dos principais itens do PIM é reflexo, em parte, da retração de alguns dos principais mercados externos importadores de produtos made in Amazonas.

É o caso da Venezuela que em fevereiro de 2014 adquiriu US$ 20,71 milhões em produtos do Amazonas, sobretudo concentrados para elaboração de bebidas e no mesmo período deste ano, investiu apenas US$ 11,75 milhões no item, uma redução de US$ 43,26%.

No caso da Argentina, o impacto foi ainda maior. O país vizinho reduziu as compras da Zona Franca em 58,58%, com a queda, em especial, da aquisição de motocicletas.

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